Técnico português do Grémio rejeita individualizações no triunfo por 5-3 sobre o Botafogo
Luís Castro saiu satisfeito, e fiel às suas convicções, após a vitória do Grémio por 5-3 frente ao Botafogo, orientado por Anselmí, antigo treinador do FC Porto. Na conferência de imprensa, o técnico português recusou leituras individualizadas e destacou o processo coletivo, aproveitando ainda para comparar o momento da equipa ao início do percurso de Jürgen Klopp no Liverpool.
«Depois de um resultado de 5-3, em que a equipa se entregou por completo, com jogadores exaustos e com números altíssimos nos duelos e nos quilómetros percorridos, estar a individualizar parece-me tirar o foco do que é fundamental: a construção de uma equipa», sublinhou.
Assumindo que o Grémio ainda está longe de ser uma equipa feita, Luís Castro não escondeu os erros defensivos, mas preferiu olhar para o lado ofensivo.
«O pior foram os três golos sofridos, claro. O melhor foram os cinco marcados. Sou adepto do futebol ofensivo e, se me perguntarem se prefiro ganhar 2-0 ou 5-3, digo 5-3», atirou.
Mais à frente na conferência surgiu a comparação com Klopp. Para contextualizar o momento do Grémio, Castro lembrou o exemplo do técnico em Anfield.
«Dou-lhe só um exemplo: o Liverpool do Klopp foi construído durante quatro anos sem ganhar. Depois desses quatro anos, começou a ganhar, ganhar, ganhar.»
O técnico português destacou que os processos exigem tempo, sobretudo num contexto competitivo como o brasileiro, onde várias equipas lutam pelos lugares cimeiros.
«As construções fazem-se debaixo de muita adversidade. No Brasil, há dez ou doze equipas que querem andar lá em cima. É tremendo o trabalho que temos pela frente», reconheceu, e deixou uma garantia.
«Gostei do que vi. Estamos numa fase muito inicial, mas vamos continuar caminho. Vamos seguir caminho», concluiu.