O técnico português esteve quatro meses à frente do clube brasileiro
O Santos Futebol Clube foi notificado ontem, segunda-feira, pela FIFA, de que deverá pagar uma indemnização de 12,6 milhões de reais [cerca de 2 milhões de euros] ao treinador Pedro Caixinha e à sua equipa técnica.
Esta decisão surge na sequência da rescisão unilateral de contrato consumada a 14 de abril de 2025, após a derrota por 1-0 frente ao Fluminense, no Campeonato Brasileiro.
Pedro Caixinha esteve no comando da equipa brasileira durante 16 jogos, nos quais somou apenas seis vitórias. O treinador português acionou a FIFA juntamente com os adjuntos Pedro Malta e José Pratas, o preparador físico Guilherme Gomes e o treinador de guarda-redes José Belman.
A decisão da FIFA determina que o valor da indemnização seja pago de uma só vez, no prazo máximo de 45 dias. A tentativa do Santos de parcelar o pagamento foi recusada pela defesa de Caixinha, que moveu esta ação e manteve a exigência de cumprimento do contrato conforme assinado.
O Santos ainda pode recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto Europeu (TAS). No entanto, caso a condenação seja mantida, o clube terá de pagar juros sobre os 12,6 milhões de reais base.
A tentativa do Santos de parcelar o pagamento foi recusada pela defesa de Caixinha, o escritório de advogados Art, Rock & Sports, que moveu esta ação e manteve a exigência de cumprimento do contrato conforme assinado.
O episódio adiciona mais um capítulo à conturbada temporada do clube, que enfrenta dificuldades dentro e fora de campo. O Santos ocupa atualmente as últimas posições da Série A do Brasileirão. Fora das quatro linhas, acumula litígios judiciais, como o recente caso com o Arouca, envolvendo a transferência do defesa João Basso.