A legalidade das eleições de 2022 volta a atormentar o líder máximo do futebol brasileiro
Três dias depois de protagonizar o anúncio de Carlo Ancelotti como novo selecionador do Brasil, Ednaldo Rodrigues foi afastado da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), face à decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Em causa a falsificação de uma assinatura para o acordo entre cinco dirigentes da CBF, a fim de encerrar as dúvidas em volta da legalidade das eleições de 2022. A assinatura falsificada seria de Antônio Carlos Nunes de Lima, conhecido como coronel Nunes, a quem foi diagnosticado um tumor cerebral em 2018.
«A solidez das provas leva à inevitável conclusão de que o coronel Nunes é, desde há algum tempo, incapaz de expressar conscientemente a sua vontade», defendeu o juiz.
Em dezembro de 2023, Ednaldo Rodrigues foi destituído pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, face à alegada ilegalidade das eleições de 2022. Ainda assim, as regras foram acertadas entre CBF e Ministério Público do Rio de Janeiro, algo que o juiz regional considerou uma irregularidade.
Um mês mais tarde, o Supremo Tribunal Federal do Brasil anulou a decisão e devolveu o cargo a Ednaldo Rodrigues, reeleito por unanimidade em março, para o mandato entre 2026 e 2030.
Mas, face à mais recente decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, foi ordenada a destituição de Ednaldo Rodrigues e delegada ao “vice” Fernando Sarney a responsabilidade de convocar eleições «o mais rápido possível».
Em todo o caso, Ednaldo Rodrigues pode avançar com recurso e para novo braço de ferro com a justiça.
