Brasil: as imagens dos vários ataques ordenados por jovem português (que resultaram numa morte)

13 mai, 21:29

Alertamos para a violência das imagens no vídeo associado ao artigo | Imagens mostram a frieza do ataque e como uma vida se perdeu. O atacante tinha apenas 15 anos, mas isso não o impediu de matar e ferir amigos. Brasil e Portugal estavam a um clique de distância e, em pouco tempo, a PJ deteve em Portugal um jovem de 17 anos que através do computador orquestrava planos perversos

O ataque numa escola em São Paulo, no Brasil, orquestrado por um jovem português a partir da Internet, deixou marcas até aos dias de hoje. Tirou a vida a uma jovem de 17 anos e deixou mais três feridos. A TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) teve acesso aos vídeos do ataque na escola brasileira e aos testemunhos de mães de vítimas que irão ficar marcadas para sempre. O atacante foi um jovem de 15 anos, que agiu instigado por um português, também menor, com 17 anos, entretanto detido pela Polícia Judiciária.

As imagens dos ataques, essas, podem ser vistas no vídeo associado ao artigo. A CNN Portugal alerta para a violência das imagens.

O ataque foi planeado ao pormenor numa rede social, que teria como mentor esse jovem português. Aconteceu na escola de Sapopembra, no leste de São Paulo. No submundo da Internet o estudante brasileiro terá sido aliciado a cometer o massacre. Queria tornar-se famoso e matar o maior número de pessoas possíveis naquela fatídica manhã de dia 23 de outubro de 2023.

Pouco passava das 07:30 quando o suspeito entrou na escola e atacou. Giovanna, a vítima mortal, descia as escadas. Estava no local errado na hora errada. Foi baleada na cabeça quando ia beber água, recorda a mãe em declarações muito emotivas.

De arma em punho, depois do primeiro disparo, o suspeito seguiu para a sala de aula onde estavam os colegas de turma e disparou de forma aleatória.

O jovem de 15 anos ficou institucionalizado provisoriamente, por ordem judicial de um magistrado no Brasil, mas foi em Portugal que se encontraram as ramificações da rede. Um dos cérebros do ataque é um português detido pela PJ poucos meses depois do crime. Era através do computador de casa que premeditava os planos perversos. Algo que segundo o seu advogado, a mãe nunca imaginou. 

O jovem de 17 anos foi descrito pelas autoridades como alguém com uma "capacidade de liderança enorme" e capaz de mobilizar outros jovens a executarem os seus planos de vários crimes, como massacres nas escolas e até um homicídio de um mendigo com transmissão ao vivo na Internet.

Além dos massacres, vendia pornografia infantil e queria transmitir na Internet , em modo pay-per-view, o tal homicídio de um mendigo. O jovem português de 17 anos incitava na Internet, a partir da casa onde vivia com os pais, “outros jovens de idênticas idades, sobretudo brasileiros" para realizarem vários crimes.

Depois do ataque em Sapopemba, o jovem português terá conquistado novos seguidores, a quem ordenava a prática de mais tentativas de ataques armados, sempre com o objetivo de matar estudantes e professores. Segundo as autoridades, tinha planeado outros três massacres em escolas, em novembro, março e abril. Todos foram neutralizados pelas autoridades, alertadas pelas combinações feitas na Internet, evitando assim mais vítimas.

Uma vez alertadas para o que se estava a passar, as autoridades portuguesas e brasileiras agiram em conjunto “em contrarrelógio”, explicou após a detenção Luís Neves, diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).  “Essa foi a parte mais penosa para os investigadores: saber que se não fosse posto termo a esta atividade, poderia de facto ter acontecido outros crimes”, assinalou.

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