Vem aí uma nova moeda. Brasil e Argentina preparam revolução económica na América do Sul

22 jan, 11:21
Alberto Fernández e Lula da Silva (Eraldo Peres/AP)

Ideia começa nas duas maiores economias sul-americanas, mas deve estender-se aos restantes países

O Brasil e a Argentina estão a preparar a criação de uma moeda única, abandonando o real e o peso argentino. A informação está a ser avançada pelo Financial Times, que destaca que este poderá tornar-se no segundo maior bloco monetário, a seguir aos países que partilham o euro.

Os dois países, que são as duas maiores economias da América do Sul, devem discutir e anunciar os planos durante uma cimeira que se realizará esta semana na capital argentina, Buenos Aires, onde também estarão líderes de outros países do sub-continente.

O Brasil sugeriu que a moeda, que deverá servir mais de 250 milhões de pessoas, se chame “sur” (sul em espanhol), esperando que a mudança signifique uma melhoria no comércio regional, enquanto se espera uma menor dependência do dólar.

Quanto à conversão ainda não existe uma ideia clara, com os responsáveis a admitirem um paralelismo com as atuais moedas dos dois países.

“Vamos começar a estudar os parâmetros necessários para uma moeda comum, o que inclui desde assuntos fiscais ao papel dos bancos centrais”, afirmou o ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, em declarações ao jornal britânico, ainda que sem querer gerar “falsas expectativas”.

O projeto vai começar entre os dois países, mas o objetivo é alargá-lo aos restantes vizinhos da América do Sul. No fundo, como disse Sergio Massa, é “o primeiro passo no longo caminho que a América Latina tem de fazer”.

“Ou seja, a Argentina e o Brasil a convidarem o resto da região”, acrescentou.

A confirmar-se um alargamento a todo o sub-continente isso significará uma união entre países que representam 5% do Produto Interno Bruto de todo o mundo, ainda assim menos que os 14% dos países da Zona Euro, da qual Portugal faz parte.

Apesar de serem países emergentes, Brasil e Argentina têm sistemas monetários altamente sensíveis, sendo comum verificarem-se grandes desvalorizações nas suas moedas. A criação de uma nova moeda também terá certamente em vista a resolução desses problemas.

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