Adrianinho e o incentivo do Imperador: «Estou em Portugal graças à minha batalha»

Samuel Santos , Estádio Universitário de Coimbra
7 mar 2025, 09:21
Adrianinho, filho de Adriano "Imperador" (Buda Mendes, via Getty)
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Jovem avançado marcou na despedida do pai, em pleno Maracanã. A despontar em Coimbra, Adrianinho esteve à conversa com o Maisfutebol e dedicou elogios. Entre os visados estiveram Gyökeres e Jorge Jesus - PARTE II

Mês e meio antes de rumar a Coimbra, Adrianinho protagonizou vários momentos que emocionaram o "Imperador", no jogo de despedida. O avançado marcou e surpreendeu o pai no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Ao Maisfutebol, Adrianinho relata episódios com o “Imperador” – fervoroso adepto do Flamengo – e dedica elogios a Jorge Jesus, Gyökeres e Rafael Leão.

Desde fevereiro, o ponta de lança, de 18 anos, cresce no ataque dos juniores da Secção de Futebol da Associação Académica de Coimbra (AAC/SF). Em três jogos contribuiu com um golo, reforçando o objetivo de o clube regressar à 2.ª Nacional (Sub-19).

Leia também:

Parte I – Filho do Imperador Adriano desponta em Coimbra: «Figo confirmou que é o passo certo»

Parte III – Adrianinho: «Marquei e um colega português deu-me uma “tapa” na cara, fiquei confuso»

Maisfutebol: Na despedida do "Imperador", em dezembro, também jogou mo Maracanã. Uma noite inesquecível.

Adrianinho: Nunca vou esquecer, fui convidado quatro dias antes. Aceitei de imediato, era uma surpresa para o meu pai. Antes do jogo, eu e o meu tio entrámos em campo. O meu pai emocionou-se. Tive de me esforçar para não chorar. Estava a ser filmado, não queria chorar. Foi uma noite muito importante, sobretudo para o meu pai, porque teve a oportunidade de sentir o carinho de antigos colegas e dos adeptos brasileiros e italianos.

MF: (...)

AD: O momento mais marcante foi quando reproduziram a voz do meu avô. Aí era impossível não me emocionar, fico arrepiado só de conversar sobre esse momento. A morte do meu avô foi a maior perda que o meu pai sentiu. Não cheguei a conhecer o meu avô Almir.

MF: O que conta o "Imperador" das épocas pelo Inter de Milão?

AD: O meu pai é muito brincalhão. Mas, um dia conversámos e ele confessou que o momento mais marcante foi quando os adeptos lhe atribuíram o cognome de “Imperador”, com um cântico à mistura. Ele escreveu o nome na história. O meu pai guarda o Inter e o Flamengo num lugar especial do coração. Tenho o sonho de jogar por esses clubes.

MF: E ele continua a assistir aos jogos?

AD: É um adepto muito intenso. Quando o Flamengo ganha os jogos mais importantes, o meu pai até chora. É bonito de se ver.

MF: Então, o "Imperador" gosta de Jorge Jesus?

AD: Sim, com certeza. E eu gostava de ser treinado por ele. O que ele fez pelo Flamengo é irrepetível. É um treinador duro, mas alcança os objetivos. Está no topo. Para mim, Jorge Jesus é o melhor treinador português. De resto, Pep Guardiola e Ancelotti são os melhores neste momento.

MF: Ao pouco referiu que gostaria de jogar no Inter de Milão. Então, contra o Rafael Leão?

AD: Sim, ele é absurdo. Vai haver jogo de Portugal contra a Dinamarca, no Estádio de Alvalade, e já comprei bilhete. Não vou perder a oportunidade de ver aquelas estrelas, em particular o Leão, o Bruno Fernandes e o Cristiano Ronaldo.

MF: Acompanha algum clube português em particular?

AD: Sigo o Benfica, FC Porto e Sporting. Gosto das rivalidades em Portugal, lembram-me do Brasil. De jogadores, o Gyökeres é um goleador nato. Houve um jogo – um dos últimos no Brasil – em que fiz a máscara. Eu quero ser esse tipo de jogador, que decide os jogos. Se tudo der errado, um passe no Gyökeres pode resolver, porque vai marcar ou criar oportunidades para os colegas.

MF: (…)

AD: Quando era criança, o meu pai disse: «Eu posso colocar-te no Flamengo ou no Inter, mas vais jogar porque eu te coloquei nesses clubes. Queres que te ajude ou preferes sofrer e crescer?». Claro que com aquela idade não entendia. Ele está sempre do meu lado e hoje estou em Portugal graças à minha batalha. Não me podem acusar de receber oportunidades por influência do meu pai. Agradeço por ele me encorajar a construir o meu caminho.

Prossiga para a terceira e última parte desta conversa.

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