Episódio de confrontos entre adeptos e Polícia de Segurança Pública ocorreu no domingo, antes do início do dérbi do Minho
O caso da idosa que terá ficado ferida durante confrontos entre adeptos do Sporting de Braga e a Polícia de Segurança Pública (PSP) não vai dar origem, para já, a um inquérito policial.
“Não recebemos qualquer queixa sobre a atuação policial, pelo que não iremos avançar, para já, com um inquérito”, revelou fonte da PSP à CNN Portugal.
Apesar disso, a PSP garante que no relatório policial, que “será revelado em breve”, estarão presentes “todos os pormenores relevantes” para o melhor entendimento do sucedido. Caso venha a ser apresentada uma queixa pela própria vítima, a força policial sublinha que não garante a abertura de inquérito, embora deva ser feita uma reavaliação do caso.
O episódio de confrontos entre adeptos e Polícia de Segurança Pública ocorreu no domingo, antes do início do dérbi do Minho.
Vários vídeos partilhados nas redes sociais mostram o momento em que os desacatos tiveram lugar, incluindo o momento em que uma mulher idosa caiu, tendo ficado ferida após contacto com um agente da PSP. Os desacatos terão começado depois de as autoridades terem proibido a entrada de uma tarja de apoio ao Sporting de Braga no Estádio Municipal.
No mesmo dia, e em comunicado, a Polícia explicou a decisão de impedir o engenho. “Atendendo à natureza não ignífuga dos materiais utilizados (rede de suporte, lonas, tintas e cabos) e à sua proximidade com fontes de calor (pirotecnia), o comandante do policiamento, após consulta à estrutura distrital de comando, determinou a inviabilização total da coreografia, face aos riscos reais e significativos para a integridade física dos adeptos presentes na bancada nascente”.
A PSP acrescentou ainda que “foi comunicada, no passado dia 9 de fevereiro, a intenção de não autorizar as referidas coreografias, considerando que as mensagens nelas apostas não evidenciavam qualquer manifestação clara e inequívoca de apoio à equipa ou à sociedade desportiva interveniente, neste caso o Sporting Clube de Braga”.
No decorrer dos desacatos, foram identificados 42 indivíduos que terão tentado “obstaculizar a ação policial mediante o acesso forçado ao interior do estádio”, referia o comunicado.