PSP não recebeu queixa mas aguarda relatório para saber o que aconteceu no caso da idosa ferida antes do dérbi do Minho

23 fev, 18:48

Episódio de confrontos entre adeptos e Polícia de Segurança Pública ocorreu no domingo, antes do início do dérbi do Minho

O caso da idosa que terá ficado ferida durante confrontos entre adeptos do Sporting de Braga e a Polícia de Segurança Pública (PSP) não vai dar origem, para já, a um inquérito policial.

“Não recebemos qualquer queixa sobre a atuação policial, pelo que não iremos avançar, para já, com um inquérito”, revelou fonte da PSP à CNN Portugal.

Apesar disso, a PSP garante que no relatório policial, que “será revelado em breve”, estarão presentes “todos os pormenores relevantes” para o melhor entendimento do sucedido. Caso venha a ser apresentada uma queixa pela própria vítima, a força policial sublinha que não garante a abertura de inquérito, embora deva ser feita uma reavaliação do caso.

O episódio de confrontos entre adeptos e Polícia de Segurança Pública ocorreu no domingo, antes do início do dérbi do Minho.

Vários vídeos partilhados nas redes sociais mostram o momento em que os desacatos tiveram lugar, incluindo o momento em que uma mulher idosa caiu, tendo ficado ferida após contacto com um agente da PSP. Os desacatos terão começado depois de as autoridades terem proibido a entrada de uma tarja de apoio ao Sporting de Braga no Estádio Municipal. 

No mesmo dia, e em comunicado, a Polícia explicou a decisão de impedir o engenho. “Atendendo à natureza não ignífuga dos materiais utilizados (rede de suporte, lonas, tintas e cabos) e à sua proximidade com fontes de calor (pirotecnia), o comandante do policiamento, após consulta à estrutura distrital de comando, determinou a inviabilização total da coreografia, face aos riscos reais e significativos para a integridade física dos adeptos presentes na bancada nascente”.

A PSP acrescentou ainda que “foi comunicada, no passado dia 9 de fevereiro, a intenção de não autorizar as referidas coreografias, considerando que as mensagens nelas apostas não evidenciavam qualquer manifestação clara e inequívoca de apoio à equipa ou à sociedade desportiva interveniente, neste caso o Sporting Clube de Braga”.

No decorrer dos desacatos, foram identificados 42 indivíduos que terão tentado “obstaculizar a ação policial mediante o acesso forçado ao interior do estádio”, referia o comunicado.

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