Anúncio foi realizado pelo pai do pugilista
O ex-boxer Prichard Colón faleceu aos 33 anos, 11 anos depois de ter sofrido golpes na cabeça que lhe alteraram a vida, durante a única derrota da sua carreira profissional.
O pai de Colón partilhou a notícia através do Facebook na quinta-feira.
"Lamento informar-vos do falecimento do meu filho Prichard deste mundo terreno", escreveu Richard Colón, acrescentando: "Agora ele está num mundo melhor".
"Obrigado por tantos anos de carinho e orações. Na medida do possível, por favor, continuem a incluir-nos nas vossas orações", acrescentou.
Colón nasceu na Flórida, mas a sua família mudou-se para Porto Rico quando ele era criança. Destacou-se como um jovem talento promissor, conquistando uma série de campeonatos nacionais de amadores e conquistando cinco títulos, além de uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Juvenis, tudo isto antes de completar 20 anos.
A sua carreira profissional, iniciada em 2013, foi igualmente bem-sucedida. O pugilista da categoria super-médio disputou um total de 17 combates; venceu 16 deles, sendo 13 por nocaute.
De destacar que Colón saiu vitorioso quando enfrentou o ex-campeão da WBA, Vivian Harris, em setembro de 2015, nocauteando-o no quarto assalto.
Mas, um mês depois, Colón enfrentou Terrel Williams na EagleBank Arena, em Fairfax, Virgínia, numa noite que se revelou fatídica para a estrela em ascensão.
Colón, que na altura tinha 23 anos, sofreu lesões, incluindo um golpe ilegal na cabeça, durante o combate de dez assaltos contra Williams, segundo a Reuters, que citou o promotor do combate, Lou DiBella, num comunicado após o evento.
O jovem pugilista apresentou sintomas de traumatismo craniano no seu vestiário após o combate e foi levado às pressas para o hospital, onde foi submetido a uma cirurgia para aliviar a pressão no cérebro, afirmou DiBella.
Imagens do combate partilhadas online mostraram Williams a dar um soco na nuca de Colón no sétimo assalto, aparentemente atordoando-o. Colón foi brevemente examinado no seu canto, enquanto Williams foi penalizado pelo soco ilegal.
Colón foi então derrubado duas vezes no nono assalto. Foi desclassificado após o nono assalto, quando o seu canto lhe retirou por engano as luvas, pensando que era o último assalto e que a luta tinha terminado, de acordo com uma reportagem da Reuters após o combate.
Embora Colón tenha sobrevivido, os ferimentos obrigaram-no a retirar-se do desporto. Nas imagens partilhadas pelo pai na Internet desde a luta, era frequentemente fotografado numa cadeira de rodas.
O Conselho Mundial de Boxe (WBC, na sigla em inglês) prestou homenagem a Colón, descrevendo-o como um "campeão eterno" num comunicado divulgado na quinta-feira.
"Com o coração pesado e uma imensa tristeza a envolver toda a comunidade internacional do boxe, o Conselho Mundial de Boxe e o seu presidente, Mauricio Sulaimán, lamentam o falecimento do ex-boxeador e ícone da coragem, Prichard Colón Meléndez", afirmou a organização.
"Prichard não lutava apenas com habilidade; lutava com a elegância e o orgulho de levar a bandeira de Porto Rico às maiores alturas", acrescentou.
O WBC já tinha nomeado Colón "Campeão Mundial Honorário" e oferecido o icónico cinturão verde e dourado que, segundo a organização, ele "sempre mereceu".
A organização afirmou ainda que a tragédia de Colón a inspirou a "reforçar categoricamente as normas de segurança, promovendo a tolerância zero para golpes na nuca (rabbit punches)" e a implementar protocolos médicos mais rigorosos.
"Descansa em paz, querido Prichard. O teu legado e o teu sorriso viverão para sempre nos nossos corações", afirmou o WBC.
