Retomada a polémica que assombrou a última edição dos Jogos Olímpicos
A World Boxing vai tornar obrigatórios os «testes de género», anunciou nesta sexta-feira a federação internacional, indicando que a campeã olímpica Imane Khelif fica excluída da categoria feminina até realizar estes testes.
«A introdução de testes obrigatórios incluem-se numa nova política […] para garantir a segurança de todos os participantes e assegurar condições competitivas igualitárias para homens e mulheres», lê-se, em comunicado.
A nova federação internacional, reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional em fevereiro, indica que «escreveu à federação argelina de boxe para informar que Imane Khelif não será autorizada a participar na categoria feminina da Taça de Eindhoven ou em qualquer evento da World Boxing enquanto não for submetida a um teste de género».
A lutadora argelina sagrou-se campeã olímpica da categoria -66 kg em Paris 2024. No olho do furacão, Khelif foi alvo de campanhas de desinformação. Até porque a Associação Internacional de Boxe, afastada do movimento olímpico, revelou ter testes, nunca divulgados, que comprovam que esta lutadora é, afinal, um homem.
O Comité Olímpico Internacional (COI) defendeu a argelina, tentando encerrar a discussão. Todavia, a World Boxing retomou o tema, pela preocupação com a segurança e o bem-estar de todos os lutadores.
Doravante, as federações de cada país são responsáveis pela testagem dos respetivos atletas.