"Não permitiremos que a paz duramente conquistada seja posta em causa". NATO preocupada com soberania e integridade territorial da Bósnia

CNN Portugal , DCT
10 mar 2025, 15:32
Mark Rutte
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A decisão de Dodik, que entretanto foi suspensa pelo Tribunal Constitucional da Bósnia, já levou a missão de manutenção da paz da União Europeia a anunciar um aumento temporário da dimensão da sua força de 1.100 efetivos no país

“O nosso compromisso para com a Bósnia-Herzegovina é firme. A NATO apoia totalmente a soberania e a integridade territorial da Bósnia-Herzegovina”. É desta forma que o secretário-geral da NATO reage às leis separatistas que o presidente pró-russo da região sérvia, Milorad Dodik, impôs.

Mark Rutte, que está de visita a Sarajevo, defende que “o acordo de paz de Dayton é a base da paz neste país e deve ser respeitado” para bem e segurança, referindo-se ao acordo que colocou fim a três anos e meio de guerra na Bósnia e Herzegovina e que resultou na divisão em duas regiões. Rutte atesta ainda que quaisquer ações que prejudiquem a paz, como as leis que proíbem a ação dos órgãos de segurança e judiciais propostas por Dodik, são “inaceitáveis”.

“Não permitiremos que a paz duramente conquistada seja posta em causa”, vinca Rutte, em declarações aos jornalistas, depois de se ter reunido com a presidência tripartida da Bósnia e de ter instando os seus três membros a assumirem as suas responsabilidades.

Na semana passada, Dodik introduziu novas leis para proibir o funcionamento das instituições de segurança e judiciais a nível estatal em quase metade do país. A decisão de Dodik, que entretanto foi suspensa pelo Tribunal Constitucional da Bósnia, já levou a missão de manutenção da paz da União Europeia, EUFOR a anunciar um aumento temporário da dimensão da sua força de 1.100 efetivos no país, como relata a Reuters.

“Todos aqueles que atacam o Estado da Bósnia-Herzegovina devem saber que sofrerão as consequências”, disse Denis Becirovic, membro bósnio da presidência tripartida, numa conferência de imprensa de emergência, que se realizou na sexta-feira.

O tribunal bósnio já condenou o presidente pró-russo Milorad Dodik a um ano de prisão e proibiu-o de exercer atividade política durante seis anos. Dodik rejeitou a sentença e o parlamento regional sérvio proibiu a entrada da polícia nacional e do sistema judicial no seu território. 

A medida de Dodik fez soar os alarmes pela Europa, mas a decisão do tribunal foi alvo de duras críticas por parte do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán. Moscovo chamou a decisão do tribunal bósnio de “um golpe à estabilidade na região dos Balcãs”.

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