"Hasta la vista, baby". Boris Johnson despediu-se assim do parlamento britânico

20 jul, 14:57
Boris Johnson no parlamento (AP Photo)

Boris Johnson demitiu-se do cargo de líder conservador e, consequentemente, de primeiro-ministro, após a demissão em massa de membros do governo por causa de meses de escândalos éticos, mas permanecerá no cargo até que o seu substituto seja escolhido

O primeiro-ministro britânico demissionário, Boris Johnson, terminou esta quarta-feira a sua última intervenção no parlamento com uma frase que mereceu uma onda de aplausos na bancada dos conservadores.

"Nós ajudámos, eu ajudei, a fazer com que este país atravessasse uma pandemia e ajudei a salvar um outro país da barbárie. E, francamente, isso é suficiente para dizer que a missão foi em grande parte cumprida. Quero agradecer a todos os que estão aqui e... hasta la vista, baby", disse, concluindo assim a sua intervenção perante os deputados da Câmara dos Comuns.

A última intervenção de Boris Johnson no parlamento ficou assim marcada pela célebre expressão de Arnold Schwarzenegger no filme "Exterminador do Futuro 2: Dia do Julgamento", de 1991, e que motivou vários risos e uma salva de palmas na bancada dos conservadores.

Boris Johnson demitiu-se do cargo de líder conservador e, consequentemente, de primeiro-ministro, após a demissão em massa de membros do governo por causa de meses de escândalos éticos, mas permanecerá no cargo até que o seu substituto seja escolhido.

O futuro dos conservadores britânicos está agora nas mãos do Comité de Deputados do partido, que tem de definir as regras e o calendário para as eleições que vão escolher o próximo líder conservador e potencial primeiro-ministro britânico. Os candidatos chegaram a ser nove, mas entretanto já ficaram reduzidos a três - o antigo ministro das Finanças Rishi Sunak, a secretária de Estado do Comércio Penny Mordaunt e a ministra dos Negócios Estrangeiros Liz Truss.

O objetivo é acelerar o processo ao ponto de reduzir os candidatos a dois, seguindo-se depois uma espécie de "segunda volta" para eleger finalmente o novo líder dos conservadores britânicos, sendo esperado um resultado o mais tardar em outubro.

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