Candidatos a primeiro-ministro do Reino Unido prometem mais escrutínio na Escócia

Agência Lusa , CF
16 ago, 20:30
Rishi Sunak e Liz Truss (AP)

Liz Truss, a grande favorita, promete exigir maior transparência ao Executivo escocês. Rishi Sunak, por sua vez, garante forçar o secretário permanente do Governo escocês a comparecer anualmente perante Westminster

Os candidatos a suceder a Boris Johnson como primeiro-ministro britânico, Liz Truss e Rishi Sunak, visitaram esta terça-feira a Escócia procurando o apoio dos eleitores unionistas, com a promessa de um maior escrutínio ao governo regional independentista.

Na cidade de Perth, com uma longa tradição conservadora até às últimas eleições autárquicas de maio, nas quais o Partido Nacional Escocês (SNP) arrebatou a sua hegemonia, Truss, favorita a vencer as primárias do Partido Conservador, indicou que exigirá maior transparência ao Executivo escocês, se entrar em Downing Street.

Truss criticou o foco da chefe do governo escocês, Nicola Sturgeon, em promover a "divisão constitucional" em vez de prioridades sociais.

"Vou garantir que o meu Governo faz tudo o que for necessário para responsabilizar os representantes eleitos por não prestarem serviços públicos de qualidade, nomeadamente na saúde e na educação, que os escoceses merecem", afirmou.

O outro candidato ao cargo de primeiro-ministro, Rishi Sunak, prometeu que, como chefe do executivo, iria forçar o secretário permanente do Governo escocês, o mais alto funcionário da administração autónoma, a comparecer anualmente perante Westminster, em Londres.

"Durante demasiado tempo, o Partido Nacional Escocês conseguiu esconder as suas falhas ao escolher e selecionar os dados que publica. Mudaria isso, garantindo que o Governo escocês é responsável e garantindo que os nossos serviços públicos sejam melhor geridos", prometeu.

"O futuro do Reino Unido é brilhante, mas a nossa união tem de trabalhar em conjunto, todas as nações ombro a ombro, para o conseguir", acrescentou.

Sturgeon pretende realizar um novo referendo sobre a independência, em outubro do próximo ano.

A consulta precisa da autorização do governo central, algo que o primeiro-ministro cessante, Boris Johnson, negou, considerando que "não é o momento" para outra consulta, depois de em 2014 os escoceses terem votado a favor da permanência no Reino Unido.

Tal como previsto na Lei da Escócia de 1998, que rege as relações entre Londres e Edimburgo, é a Câmara dos Comuns que pode legislar sobre o futuro da união.

A legalidade de Sturgeon convocar a consulta sem o governo de Londres será avaliada pelo Supremo Tribunal britânico nos dias 11 e 12 de outubro.

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