REVISTA DE IMPRENSA || Os bombeiros consideram insustentável a permanência prolongada das ambulâncias nos hospitais
A Liga dos Bombeiros Portugueses volta a admitir a cobrança de uma taxa aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde pelo tempo em que as ambulâncias permanecem retidas nas urgências à espera de macas. De acordo com o jornal Público, a possibilidade será analisada numa reunião com as federações distritais, dois anos depois de uma medida semelhante ter estado em cima da mesa.
O tema regressa à atualidade após a morte de um homem de 78 anos, no Seixal, que aguardou quase três horas por socorro. O atraso foi justificado pelo INEM com a indisponibilidade de ambulâncias, retidas nos hospitais da Margem Sul devido à falta de devolução das macas, situação que limita a resposta do pré-hospitalar.
Os bombeiros consideram insustentável a permanência prolongada das ambulâncias nos hospitais e alertam para o impacto direto na segurança da população. Recordam ainda que, ao contrário do inverno passado, não foi ativado um dispositivo especial de reforço de meios.
Os trabalhadores do INEM rejeitam ser responsabilizados por falhas estruturais do SNS, sublinhando que a retenção de macas é um problema antigo e recorrente, com consequências graves no acesso atempado ao socorro de emergência.