Modelo de combate aos incêndios abre divisões nos bombeiros com um movimento alternativo ao atual presidente

29 ago 2025, 08:21
Bombeiros combatem incêndio em Sabrosa, Vila Real (LUSA)

REVISTA DE IMPRENSA | Já há reuniões marcadas para definir uma estratégia e nomear um novo presidente no Congresso da Liga dos Bombeiros portugueses agendado para 15 e 16 de novembro

Dezenas de comandantes de bombeiros estão a preparar uma lista alternativa à de António Nunes para a presidência da Liga dos Bombeiros portugueses, a apresentar no Congresso marcado para 15 e 16 de novembro

A notícia é avançada pelo semanário Nascer do Sol, na edição desta sexta-feira.

Segundo o jornal, as críticas de António Nunes sobre o mau funcionamento do dispositivo de combate aos incêndios causaram uma grande revolta e divisões entre os comandantes de corporações de bombeiros de todo o país. 

O atual presidente da Liga defende um comando nacional de bombeiros, com autonomia operacional face à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), alegando que a subordinação tem condicionado o combate às chamas.

Segundo o jornal Nascer do Sol, essa opção não é consensual entre os bombeiros, com os críticos a defenderem que é preciso restabelecer boas relações com a Proteção Civil - cujo atual e anterior presidentes já foram comandantes de corporações de bombeiros.

Na próxima semana, estão previstas reuniões de comandantes dos bombeiros em vários distritos com o objetivo de “definir uma estratégia” e “nomear um líder que una os bombeiros portugueses”, adianta ao Nascer do Sol um comandante que esteve recentemente envolvido no combate aos fogos.

Para este sábado, já está marcada uma reunião em Loures, na qual são esperados dezenas de comandantes.

Confrontado pelo Nascer do Sol, António Nunes, eleito presidente da Liga dos Bombeiros em 2021, considera que os promotores deste movimento estão a prestar “um mau serviço aos bombeiros portugueses”. “Podem fazer igual, melhor não fazem, de certeza”, afirma, citado pelo semanário.

António Nunes esclarece ao Nascer do Sol que não defende a extinção da ANEPC, mas sim uma maior autonomia para os bombeiros, apontando como exemplo a atuação em relação à GNR. “Se [a ANEPC] não diz à GNR como cortar o trânsito, porque há de dizer aos bombeiros como extinguir o fogo?”, questiona.

País

Mais País