Após ter sido criticado por "não incluir apoios aos bombeiros nas 45 medidas contra os incêndios", Governo anuncia aumento para quem combateu os fogos

Agência Lusa , BCE
28 ago 2025, 13:36

Primeiro-ministro foi confrontado quarta-feira sobre por que motivo não incluiu apoios aos bombeiros em nenhuma das 45 medidas que anunciou contra os fogos e para ajudar quem sofreu com eles. Um dia depois, a ministra que tem a pasta da Proteção Civil anuncia uma medida de apoio aos bombeiros

A ministra da Administração Interna anunciou esta quinta-feira que os bombeiros do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) de 2025 que estiveram na linha da frente vão receber uma majoração de 25% no vencimento diário.

“Por resolução do conselho de ministros, foi decidido que todos os bombeiros que lutaram na linha da frente das áreas mais afetadas durante o período de 26 de julho até 27 de agosto terão uma majoração de 25% no seu vencimento diário, que se prolongará por mais 15 dias”, disse Maria Lúcia Amaral, no concelho da Lousã, distrito de Coimbra.

A governante, que efetuou esta manhã uma visita aos Bombeiros Voluntários de Serpins, salientou ainda o compromisso do Governo de definir o estatuto profissional para os operacionais que têm um contrato de trabalho permanente com as associações humanitárias locais.

Segundo a ministra, que deixou um agradecimento público aos bombeiros portugueses, a definição “rigorosa e justa” do seu estatuto profissional “será uma preocupação do Governo nos meses que se seguirão”.

Após os incêndios que assolaram Portugal em julho e agosto, que consumiram mais de 250 mil hectares de floresta, Maria Lúcia Amaral disse que é tempo de “reconstruir, definir metas, olhar seriamente para os problemas e imediatamente ajudar a reconstruir a vida de quem foi profundamente afetado”.

Aos jornalistas, a governante admitiu que “com esta dimensão de catástrofe” nem tudo correu bem na resposta aos incêndios, mas frisou que agora “é tempo de compreender o que se passou e avaliar”.

A ministra da Administração Interna rejeitou que o sistema de proteção civil tenha entrado em colapso, considerando que “o país respondeu”, embora a análise crítica ao seu funcionamento esteja “em cima da mesa”.

Refira-se que o primeiro-ministro foi confrontado quarta-feira sobre por que motivo não incluiu apoios aos bombeiros em nenhuma das 45 medidas que anunciou contra os fogos e para ajudar quem sofreu com eles.

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