Um dos quatro bombeiros feridos em Arouca internado "com prognóstico reservado"

Agência Lusa , CM
21 ago, 22:25
Bombeiros (Getty Images)
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Um segundo bombeiro mantém-se nos Cuidados Intensivos, mas a evoluir favoralmente, outro passou para a enfermaria e o ferido menos grave teve alta esta sexta-feira

Um dos quatro bombeiros feridos a caminho do incêndio que esta semana consumiu 1.300 hectares de floresta em Arouca teve esta sexta-feira alta médica e outro saiu dos Cuidados Intensivos, revelou o Hospital São Sebastião.

Segundo fonte da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga, que tem sede no referido hospital de Santa Maria da Feira, as duas outras vítimas do acidente viário ocorrido na madrugada de quarta-feira continuam nos Cuidados Intensivos, "a evoluir clinicamente".

"Dos quatro bombeiros de Arouca assistidos na sequência do acidente, um já teve alta hospitalar, encontrando-se prevista consulta de acompanhamento. Outro teve alta da unidade de Cuidados Intensivos e passou para a enfermaria", revela a administração da ULS.

Outro bombeiro "mantém-se nos Cuidados Intensivos, apresentando evolução favorável" e o outro "mantém-se em estado grave e com prognóstico reservado, permanecendo sob acompanhamento das equipas médicas".

A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, tem acompanhado o quadro clínico desses bombeiros, mediante visitas ao hospital e contacto com as respetivas famílias, e confirma que "o ferido que foi considerado ligeiro felizmente já teve alta, estando a prosseguir a recuperação em casa, e outro encontra-se a evoluir favoravelmente".

Quanto aos dois homens cuja situação inspira "mais cuidados e preocupação", a autarca refere que continuará em contacto com o hospital e com as famílias, às quais deixa "uma palavra de conforto e de alento".

Em causa estão os quatro passageiros da viatura dos Bombeiros Voluntários de Arouca que, às 04:00 de quarta-feira, na deslocação para o teatro de operações, se despistou por uma ravina com 150 metros de profundidade.

Socorridos por ambulância e helicóptero, os quatro homens, com idades dos 31 aos 54 anos, integravam um corpo de operacionais que, no auge do combate ao fogo, chegou a envolver mais de 650 pessoas, 200 veículos e nove meios aéreos.

O incêndio em causa teve início às 21:50 de segunda-feira na aldeia de Bouceguedim, na freguesia de Moldes, e chegou a ter quatro frentes ativas em simultâneo, acabando por alastrar ao concelho contíguo de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, sendo dominado apenas na quinta-feira de manhã.

Segundo a presidente da Câmara Municipal de Arouca, os danos registados nesses três dias referem-se sobretudo à destruição de 1.300 hectares de floresta e mato, e os prejuízos materiais "não serão significativos". A avaliar pelo apuramento inicial da autarquia, "não arderam casas, palheiros ou outros edifícios, nem se registaram animais mortos".

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