Tensão com a China. EUA enviam bombardeiros B-52 com capacidade nuclear para a Austrália

31 out, 19:28
Bombardeiro B-52 (Ahn Young-joon/AP)

Seis aviões devem chegar ao país, no que está a ser interpretado como um sinal dado à China

Os Estados Unidos estão a planear o destacamento de bombardeiros B-52 para a Austrália, no que significará um aumento da cooperação militar entre Washington e Camberra, e que é um forte sinal para a China, quando as tensões na região do Indo-Pacífico, nomeadamente na ilha de Taiwan, estão elevadas.

O jornal Financial Times refere que o Pentágono vai enviar estes aviões, que podem transportar armas nucleares e convencionais, para território australiano como parte de exercícios que costumam ser realizados entre países aliados.

Será à base aérea de Tindal que os aviões vão chegar, repetindo o que se passou em 2018, quando os Estados Unidos fizeram chegar dois bombardeiros B-52 à base australiana de Darwin.

Ainda assim, se dessa vez foram dois os aparelhos enviados, desta feita serão seis aviões, o que aumenta consideravelmente a presença militar norte-americana naquele país.

“A Força Aérea dos Estados Unidos tem enviado bombardeiros para a Austrália ao longo dos anos, pelo que isto não é novidade”, refere Eric Sayers, do think-thank American Enterprise Institute, em declarações ao Financial Times. Ainda assim, diz o especialista, “um total de seis bombardeiros parece ser um aumento significativo em relação a destacamentos anteriores e deve chamar a atenção de Pequim e dos aliados regionais”.

Ainda em julho, e antes da visita da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos a Taiwan, Washington tinha enviado quatro B-2 Spirit, bombardeiros com capacidade nuclear, para a base de Brisbane. Também na altura essa movimentação foi interpretada como um sinal dado à China.

A Austrália tem procurado, ao longo dos anos, desenvolver as relações militares com os Estados Unidos, nomeadamente através da assinatura do Aukus, um pacto assinado em 2021 que também inclui o Reino Unido, e que prevê uma maior presença de submarinos com capacidade nuclear naquela região.

Para já não é sabido quando serão enviados os bombardeiros B-52.

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