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Começou em Tóquio, continua na Europa. Pânico das bolsas continua para terceiro dia infernal

António Guimarães , com Lusa - Atualizada às 09:24
7 abr 2025, 08:15
Bolsas (AP)

Bolsa de Lisboa abre a cair 5,26%, num dos piores resultados de abertura na Europa

Prevê-se mais um dia difícil na Europa, como no resto do mundo, no que às bolsas diz respeito, com resultados que significam o valor mais baixo em 16 meses.

Olhando para a abertura dos mercados europeus, mas sobretudo para o fecho asiático, vem mesmo a caminho um terceiro dia altamente negativo, com as bolsas ainda em pânico com a incerteza gerada pelo anúncio de tarifas globais por parte do presidente dos Estados Unidos.

Cerca das 08:45 em Lisboa, o PSI mantinha a tendência da abertura e baixava 5,94% para 6.241,55 pontos, um mínimo desde 17 de abril de 2024, com a cotação dos 15 papéis a descer. Às ações dos CTT seguiam-se as da Galp, que desciam 7,01% para 13,40 euros.

Na sexta-feira, a bolsa de Lisboa fechou a cair 4,75%, para 6.635,79 pontos, com a EDP Renováveis e o BCP a registarem perdas superiores a 9%, num dia de fortes quedas na Europa, devido às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Com a mesma tendência, cinco ações caíam mais de 5% - EDP e EDP Renováveis, que se desvalorizavam 5,99% para 2,97 euros e 5,97% para 6,93 euros. REN, Mota-Engil e Corticeira Amorim baixavam 5,85% para 2,65 euros, 5,69% para 2,95 euros e 5,67% para 7,16 euros.

Mais moderadamente, mas a descer mais de 4%, os títulos da Jerónimo Martins, Altri e NOS desciam 4,59% para 19,52 euros, 4,56% para 5,63 euros e 4,30% para 4,11 euros.

Já a Sonae e a Navigator perdiam 3,94% para 1,0 euros e 3,36% para 3,10 euros.

As principais bolsas europeias abriram em queda livre, a seguir a tendência das praças asiáticas, devido à inflexibilidade de Donald Trump sobre as tarifas impostas aos parceiros comerciais dos Estados Unidos.

O preço do petróleo Brent para entrega em junho, a referência na Europa, baixava para 62,77 dólares, contra 65,77 dólares na sexta-feira.

O euro estava a avançar, a cotar-se a 1,1028 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,0956 dólares na sexta-feira.

Sinal vindo da Ásia

A bolsa de Tóquio fechou esta segunda-feira em baixa, com uma queda de quase 8%, enquanto Seul encerrou a perder 5,6%, refletindo o pânico global dos mercados na sequência da guerra comercial lançada pelos Estados Unidos.

Em Tóquio, o principal índice, o Nikkei, fechou a sessão a cair 7,83% para 31.136,58 pontos. O segundo indicador, o Topix, também perdeu 7,79% para 2.288,66 pontos.

O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.

Em Seul, o índice Kospi encerrou igualmente em baixa (-5,57%) e Sydney fechou com uma queda de 4,2%.

As bolsas de Xangai e de Shenzhen caíram 7,34% e 9,66%, respetivamente, num dia marcado pela reação do mercado às contramedidas chinesas anunciadas na sexta-feira às taxas impostas por Washington sobre produtos do país asiático.

A Bolsa de Xangai desceu 245,43 pontos para 3.096,58, enquanto a Bolsa de Shenzhen caiu 1001,23 pontos para 9.364,5.

Os dois índices viram assim evaporar-se os ganhos acumulados desde setembro passado, quando os anúncios de estímulo económico das autoridades chinesas levaram o índice a máximos não vistos desde 2023.

As perdas nas bolsas da China continental ocorreram num dia em que outras bolsas asiáticas também registaram quedas significativas, a maior de sempre no caso do índice de referência da Bolsa de Valores de Taipé, o Taiex.

As medidas de Pequim incluem taxas de 34% sobre produtos oriundos dos EUA, sanções contra empresas norte-americanas, restrições à exportação de certas terras raras ou a abertura de investigações antimonopólio e ‘antidumping’ contra empresas e produtos norte-americanos.

O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, sublinhou hoje, em editorial, que a aplicação pelos Estados Unidos de uma taxa adicional de 34% sobre as importações chinesas, a somar às anteriores taxas de 20%, significará uma “redução do comércio bilateral” com os EUA e “um impacto negativo a curto prazo nas exportações”.

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