Musk, Bezos, Zuckerberg... tudo a perder: 48 horas de bolsas a gritar com as tarifas de Trump

4 abr 2025, 21:36
Bolsas (AP)

Pior para todos, até para a Europa, que caiu ainda mais no segundo dia pós-tarifas. Os mercados estão todos a arder e, seja em Wall Street, seja em Paris, Frankfurt ou Londres, os analistas estão de cabelos em pé

Foi um fecho de mercado aterrador nos Estados Unidos. Não era de esperar que as bolsas voltassem ao verde esta sexta-feira, mas o que aconteceu em Wall Street mostra que há mesmo razões para nos preocuparmos, com os três principais índices - Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq a caírem todos mais de 5,5 pontos percentuais.

Pior, bem pior, para os dois primeiros, que já tinham caído a níveis só vistos no início da pandemia de covid-19, em 2020. Mas se na quinta-feira acabaram a cair 4,85 e 3,98 pontos percentuais, S&P 500 e Dow Jones deslizaram esta sexta-feira 5,97 e 5,5 pontos percentuais, regressando a valores que não se viam há praticamente um ano. O Nasdaq fechou a descer 5,82 pontos percentuais, contribuindo para uma perda total de 5,4 biliões dólares em capitalização bolsista.

Olhando para as Sete Magníficas, aquelas que são consideradas as mais importantes empresas norte-americanas, nenhuma escapou a mais um dia de descalabro, mesmo que não caindo tanto em alguns casos.

Particularmente visada pelas flutuações de mercado desde que o presidente dos Estados Unidos tomou posse, a Tesla foi a que caiu mais, tombando 10,42 pontos percentuais, desvalorizando os preços das ações para 239,43 dólares por ação, um valor que é quase metade em relação ao dia 20 de janeiro, em que Donald Trump assumiu a Casa Branca, mesmo que o próprio tenha apoiado a empresa de Elon Musk.

Nem a sensacional Nvidia, fenómeno claro dos mercados nos últimos tempos, está a escapar. A multinacional de tecnologia caiu 7,36 pontos percentuais. Valor similar ao da Apple, que está a ser uma das mais prejudicadas pelo anúncio das tarifas, o que se percebe facilmente pelo peso de países como a China na produção do iPhone, por exemplo - todos os iPhones vendidos nos Estados Unidos vêm do país que vai passar a pagar 54% de tarifas.

Grave também para a Meta, empresa de Mark Zuckerberg, o homem que mais dinheiro perdeu num só dia após o anúncio das tarifas - o dono do conglomerado que junta Facebook, Instagram ou Whatsapp perdeu 9% da fortuna pessoal nas 24 horas que se seguiram. Esta sexta-feira voltou a cair. Não tanto, mas voltou a cair. Foram 5,06 pontos percentuais.

Grave, mas menos grave, Amazon (menos 4,15 pontos percentuais), Microsoft (menos 3,56) e Alphabet (menos 3,20) também fecharam em queda forte, num sinal claro das empresas de homens como Jeff Bezos.

Mas mau dia também para a Europa, que até nem tinha descido ao nível norte-americano, mas derrapou por completo esta sexta-feira. O CAC (França), o DAX (Alemanha), o FTSE (Reino Unido) ou o IBEX (Espanha) caíram todos mais de 4 pontos percentuais, alguns deles bem perto dos 5 ou, como foi o caso do IBEX, mesmo numa queda de 5,83 pontos percentuais.

Uma tendência que também afetou o PSI 20 português, que acabou a desvalorizar 4,76 pontos percentuais, depois de ter sido a única bolsa europeia no verde na quinta-feira.

Entre os exemplos mais negativos volta a estar a dinamarquesa Pandora, que chegou a desvalorizar mais de 12 pontos percentuais na quinta-feira, voltando a cair desta vez em 7,97 pontos percentuais. De olho na Europa Central, foram os bancos a arrastar as bolsas: Deutsche Bank e BNP Paribas perderam 9,77 e 6,82 pontos percentuais, respetivamente.

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