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Acabou o terror? Europa abre no verde depois de as bolsas asiáticas voltarem a disparar

8 abr 2025, 08:20

Contas a longo prazo ainda estão bem no vermelho, mas há um sinal de recuperação a abrir

Depois de três dias de terror, terá chegado ao fundo o choque e o medo dos mercados com as tarifas anunciadas há uma semana pelo presidente dos Estados Unidos?

O índice Nikkei 225, uma das principais referências asiáticas, e que permite antever o que se vai passar no resto do mundo, fechou a disparar 6,03%, voltando a um verde que não se via há algum tempo, mas que não permite, nem de perto, recuperar o que foi perdido nos últimos dias (as perdas a cinco dias são 7,66%).

Sinal positivo também na Europax, com a bolsa de Lisboa a abrir em terreno positivo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a subir 1,49 %, para os 6.355,77 pontos.

Na segunda-feira, a bolsa de Lisboa encerrou em queda, com o índice PSI a cair 5,63% para 6.262,28 pontos e todas as cotadas no vermelho, num dia negativo também para as principais praças europeias devido ao impacto das tarifas impostas pelos EUA.

Mesmo que sem uma subida brutal, as restantes bolsas europeias também estão a valorizar. Os índices de Londres (+1,07%), Frankfurt (0,77%), Paris (1,30%) ou Madrid (0,47%) estavam todos no verde à hora de abertura.

Tal como no Japão, a subida ainda não chega, nem de perto, para colmatar as perdas dos últimos dias. No caso português, por exemplo, a desvalorização a cinco dias ainda é de 8,4%.

Resta saber se esta recuperação será para manter, até porque quarta-feira é um dia especial, porque entram em vigor as tarifas recíprocas, incluindo os 10% adicionais aplicados à União Europeia ou a totalidade de 49% de tarifas aplicadas ao Camboja, por exemplo.

Fica também na dúvida como será a evolução da guerra comercial entre os diferentes blocos. A União Europeia ainda tem de responder e pode retaliar, o que deverá fazer os mercados abanarem novamente, enquanto existe uma ameaça de escalada entre Estados Unidos e China, que prosseguem uma retórica de ameaça com retaliações atrás de retaliações.

De resto, a flutuação desta segunda-feira mostra bem a volatilidade dos mercados: um conselheiro de Donald Trump admitiu uma pausa de 90 dias nas tarifas e as bolsas dispararam. A Casa Branca acabou por esclarecer, cinco minutos depois, que não passava de "notícias falsas", voltando a afundar os mercados.

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