Banca europeia recupera após pior dia desde o início da guerra

ECO - Parceiro CNN Portugal , Alberto Teixeira
16 mar, 11:00
Finanças (Getty Images)

Bancos europeus "lambem as feridas" após as perdas da véspera, mas sem recuperar totalmente. Ações do Credit Suisse somam mais de 20%. Índice Euro Stoxx Banks avança 1,41% com a banca britânica a liderar nos ganhos.

Após a pior sessão desde o início da invasão russa na Ucrânia, os bancos europeus “lambem as feridas” com recuperações que não apagam as perdas da véspera, mas aliviam as tensões entre os investidores, depois de o banco central suíço ter amparado o Credit Suisse com uma linha de financiamento até 50 mil milhões de francos suíços. O banco deverá usar três mil milhões para recomprar obrigações próprias que foram fustigadas ontem.

Logo de manhã, as ações do banco suíço dispararam 40%, mas somam agora mais de 20%, após uma sessão caótica e que se alastrou a todo o setor financeiro europeu.

O Euro Stoxx Banks, que acompanha os principais bancos europeus, avança 1,41% e recupera da queda de 8% na quarta-feira, no pior dia desde 24 de fevereiro, que marcou o início da guerra na Europa há mais de um ano. Os ganhos estão a ser liderados sobretudo pelos bancos britânicos, incluindo o Barclays, Lloyds e HSBC. Quanto à banca da Zona Euro, os bancos espanhóis Santander e BBVA somam 2% e o alemão Commerzbank ganha 1,7%. O BCP cai 0,25%.

Estas valorizações modestas surgem num momento em que os investidores estão também a aguardar a decisão do Banco Central Europeu (BCE) em relação à subida das taxas de juro. Se antes desta turbulência davam como certa uma subida de 50 pontos base, agora admitem que o banco central poderá ser mais comedido e aumentar as taxas em apenas 25 pontos base, para não acicatar ainda mais os mercados.

O BCE divulga a sua decisão às 13h15. Meia hora depois tem lugar a conferência de imprensa da presidente Christine Lagarde, cujas palavras vão também colocar à prova a sensibilidade dos investidores. Lagarde deverá adotar uma abordagem cautelosa perante o dilema de o BCE ter de continuar a subir as taxas para controlar a inflação e de moderar a sua atuação para não desencadear uma crise no sistema financeiro.

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