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Mais 125 mortos e 76.183 novos casos de covid-19 na última semana. Portugal com incidência "muito elevada"

6 mai 2022, 18:37
Covid-19: uma pandemia que parou o mundo

A pandemia em Portugal tem, neste momento, uma incidência "muito elevada, com uma transmissibilidade crescente", uma vez que se tem observado um aumento do Rt nos últimos dias

Portugal registou, entre 26 de abril e 2 de maio, 125 mortes e 76.183 novos casos de covid-19. Os dados foram revelados no mais recente boletim semanal da Direção-Geral da Saúde (DGS). 

Isto significa que, em relação à semana anterior, registaram-se mais 18.950 casos de infeção, verificando-se também mais dois óbitos. A incidência também subiu para 740 casos por cada 100 mil habitantes, um aumento de 33%. 

Quanto à ocupação hospitalar, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório. Por isso, no que diz respeito aos internamentos, os números mostram que existem um total de 1.119 pessoas em enfermaria, menos 89 do que na semana anterior, e 60 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), mais 11 do que há uma semana.

De acordo com os dados da DGS, o índice de transmissibilidade (Rt) situa-se nos 1,03 a nível nacional. 

DGS - Boletim de 26 de abril a 2 de maio by CNN Portugal on Scribd

Incidência muito elevada, com transmissibilidade crescente

O relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) revela que a pandemia de covid-19 em Portugal tem, neste momento, uma incidência "muito elevada, com uma transmissibilidade crescente", uma vez que se tem observado um aumento do Rt nos últimos dias. No entanto, a tendência é estável. 

Quanto ao número de mortos, o Relatório de Monitorização explica que apesar da mortalidade estar acima do valor de referência definido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), esta apresenta uma tendência decrescente. 

"A mortalidade específica por COVID-19 (24,1 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes) apresenta uma tendência decrescente. A mortalidade por todas as causas encontra-se dentro dos valores esperados para a época do ano, o que indica reduzido impacto da pandemia na mortalidade", lê-se no documento. 

O INSA revela ainda que a linhagem BA.2 da variante Ómicron está a perder força, mas, em contrapartida, registou-se um "aumento relevante" de circulação da linhagem BA.5 e ainda de uma potencialmente nova sublinhagem da BA.2 (agora designada como BA.2.35). "Ambas apresentam mutações adicionais com impacto na entrada do vírus nas células humanas e/ou na sua capacidade de evadir a resposta imunitária", acrescentam. 

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