Navio da GNR que encalhou em Carcavelos deu prejuízo de pelo menos 215 mil euros

28 dez 2021, 19:52
As imagens do novo navio da GNR que encalhou em Carcavelos
As imagens do novo navio da GNR que encalhou em Carcavelos

Lembra-se da lancha de patrulhamento costeiro que encalhou em setembro? Inquérito da GNR revela que o acidente ocorreu devido a falha humana. Comandante e um segundo militar enfrentam agora processos disciplinares

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A reparação da lancha Bojador, a embarcação de patrulhamento costeiro da GNR que encalhou junto à praia de Carcavelos a 1 de setembro, custou 215.320 euros - entre trabalhos e custos com reboques e estaleiro.

De acordo com o esclarecimento da GNR enviado às redações, da auditoria técnica aos danos "constatou-se a necessidade de reparar as hélices de bombordo e estibordo, a substituição da hélice central e a reparação de pequenos danos no casco e de estabilizadores, facto que remeteu a reparação a valores na ordem dos 145.681,00 euros, a que acrescem serviços associados como de reboques e utilização do estaleiro, perfazendo um total de 215.320,00 euros".

O inquérito da GNR ao acidente concluiu que houve "falha humana" e os dois militares alvo de ação disciplinar são "direta ou indiretamente, responsáveis pela não adoção dos necessários procedimentos de segurança, face à visibilidade e condições meteorológicas que se verificavam naquela data à saída da barra do Porto de Lisboa".

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No decurso do processo de inquérito instaurado, e como medida provisória até se conhecerem as conclusões do mesmo, foi determinada a suspensão da execução de funções de navegação ao Comandante da LPC e aos elementos da guarnição que se encontravam de serviço de quarto no momento do incidente.

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A GNR adianta agora que o inquérito concluiu que o incidente ocorreu devido a "falha humana", pelo que "foi revogada a medida provisória de suspensão da execução de funções de navegação aplicada ao Comandante e à guarnição de serviço no momento do incidente, e convertido o referido processo em dois Processos Disciplinares, visando os dois militares que se considerou serem, direta ou indiretamente, responsáveis pela não adoção dos necessários procedimentos de segurança, face à visibilidade e condições meteorológicas que se verificavam naquela data à saída da barra do Porto de Lisboa".

A LPC BOJADOR foi adquirida no âmbito do Fundo para a Segurança Interna. 

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