Centenas de Boeing 737 terão de substituir os assentos que estão mal instalados, avisa regulador americano

CNN Portugal , MJC
28 jul, 06:37
Boeing 737 Max 8
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Diretiva da Administração Federal de Aviação dos EUA alerta que o problema pode representar riscos durante aterragens de emergência ou evacuações

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) concluiu que centenas de assentos em jatos Boeing 737 MAX registados nos EUA foram instalados incorretamente e precisam de ser corrigidos. Caso contrário, os bancos podem ferir os passageiros durante uma aterragem de emergência.

A diretiva de aeronavegabilidade proposta pela FAA, emitida na segunda-feira, aplicar-se-á 453 jatos registados nos EUA. A FAA não indica se as operadoras internacionais também serão afetadas, mas normalmente seguem as diretrizes da FAA quando aplicáveis.

O regulador explica que recebeu "um relato de que certos conjuntos de assentos de passageiros não foram instalados corretamente nos carris". Os assentos mal instalados podem desprender-se dos carris em caso de cargas aumentadas, turbulência ou durante uma aterragem de emergência, podendo ferir passageiros e tripulantes ou bloquear corredores durante a evacuação.

Por isso, a AFA propõe que as companhias aéreas sejam obrigadas a realizar inspeções detalhadas dos acessórios que ligam cada conjunto de bancos de passageiros montados nos carris dos bancos esquerdo e direito. Quaisquer bancos que tenham sido instalados incorretamente terão de ser corrigidos.

Cada aeronave Boeing 737 MAX pode ter até 69 conjuntos de assentos fixos aos carris afetados, com reparações estimadas em cerca de uma hora de trabalho por conjunto, sem necessidade de peças de substituição.

A agência não informou a urgência com que as companhias aéreas precisariam de corrigir o problema. O organismo regulador estima que o mesmo problema de instalação poderá existir ou desenvolver-se noutras aeronaves com o mesmo design.

A Boeing  admite que já tinha emitido orientações aos operadores sobre este assunto em dezembro de 2025 e apoia a obrigatoriedade dessas orientações. “Apoiamos a decisão da FAA de tornar esta diretiva obrigatória”, disse um porta-voz da Boeing.

A nova diretiva surge numa altura em que a Boeing continua os seus esforços para reforçar a qualidade da produção e aumentar a produção de aeronaves sob a liderança da CEO Kelly Ortberg. A empresa tem enfrentado um maior escrutínio desde o início de 2024, depois de um painel de vedação da porta se ter desprendido de um Boeing 737 MAX da Alaska Air quase novo durante um voo, levantando preocupações sobre os padrões de fabrico.

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