Boavista consentiu sétima derrota consecutiva na Liga diante do Benfica (0-3)
Lito Vidigal, treinador do Boavista, em conferência de imprensa, no Estádio da Luz, depois da derrota diante do Benfica (0-3), em jogo da 23.ª jornada da Liga:
Depois de mais uma derrota, a sétima consecutiva, ainda acredita na manutenção?
«Atendendo a este contexto, saio deste jogo extremamente otimista. Estamos aos poucos a construir esta equipa, com jogadores que não competem há muito tempo e também não fazem treino específico há muito tempo. Com todas estas condicionantes, chegámos aqui ao Estádio da Luz e sofrermos o primeiro golo já perto do intervalo e tivemos algumas ocasiões também. Na segunda parte ainda temos uma possibilidade, como Diaby, de termos feito o 1-1. Não quer dizer com isso que o Benfica não tenha tido muitas oportunidades para fazer o 2-0, mas a verdade é que ainda estava 1-0 e o Diaby tem a possibilidade fazer um golo».
«Depois perdemos um jogador, ainda com muito tempo para jogar frente a um Benfica que tem a qualidade que tem. Jogando em inferioridade, o Benfica tem jogadores com qualidade que conseguem provocar desequilíbrios. Só depois de estarmos com menos um em campo é que sofremos os dois golos. Saio extremamente otimista deste jogo porque vejo uma equipa a crescer, a ser solidária. Vejo uma equipa que, mesmo com pouco tempo a trabalhar, uma equipa que acredita. Depois do resultado já estar feito, tentei dar ou dividir minutos por todos os jogadores. É importante os jogadores terem minutos em competição. Era importante terminarmos este jogo e não termos lesões. Isso aconteceu».
«Temos mais uma semana de trabalho, sinto que a equipa está mais competitiva, já vai tendo ideias próprias. Agora é podermos trabalhar com todos, evitar lesões, para termos uma equipa mais bem preparada para encarar os restantes jogos com otimismo. Mesmo a jogar contra um adversário fortíssimo, essa intenção de vitória não nos faltou. Continuo a trabalhar sempre a pensar de forma otimista. Deito-me e acordo a pensar que vamos ter dificuldades, mas esta equipa vai melhorar muito. Vai ser difícil, vai ser duro, mas vamos ficar na I Liga».
Que tem a dizer da exibição de Vaclík? Satisfeito como reforço?
«Nós, aos poucos, vamos identificando o trabalho dos jogadores durante a semana. Os jogadores vão demonstrando que podem fazer parte do onze e quando têm essa possibilidade no jogo confirmam. Acho que hoje o guarda-rede disse presente e outros jogadores vão jogando e vão dizendo que podem fazer parte d onze e tornar a equipa mais competitiva. Nesse sentido, o Vaclík fez uma grande exibição hoje.
Com tantos jogadores novos, é fácil introduzi-los na tática da equipa? O que pretendeu com as mudanças na segunda parte?
«Quando fiz a primeira alteração, já tínhamos um jogador a menos. Dentro das possibilidades que temos, tentámos arriscar um pouco mais. Estávamos a perder, tínhamos um jogador a «menos, não havia necessidade de estar com uma linha de cinco atrás e tentamos arriscar um pouco mais. Isso permitiu que o Benfica tivesse mais oportunidades de golo, as a ideia era ir percebendo a equipa. Essa mudança acabou por revelar mais um jogador que foi o Abascal que subiu para o meio-campo para jogar como número 6 ou número 8. Para mim foi uma agradável surpresa. Vejo um crescimento muito grande nesta equipa. Temos de ganhar já o próximo jogo para cimentar este crescimento. O que sustenta o crescimento e o acreditar dos jogadores são as vitórias».
Sétima derrota consecutiva do Boavista, a segunda sob o comando de Vidigal. Próximos jogos não vão ser fáceis. Santa Clara, Vitória, este registo pode piorar?
«Não há jogos fáceis. Posso responder com uma pergunta. Alguma vez um clube de futebol mundial conseguiu limpar a impossibilidade de 39 impedimentos na FIFA? Não acredito que haja. Se o presidente do Boavista e a sua equipa trabalharam tanto, com tanto afinco, para num espaço de poucos meses conseguirem inscrever estes jogadores. Acho que isto é um feito histórico, temos de respeitar e valorizar o trabalho que eles têm feito Não consigo trabalhar de outra forma, sem acreditar que é possível. Trabalho todos os dias com esse objetivo. O meu discurso e as conversas que tenho com os jogadores, é essa a mensagem. Sabemos que é difícil, mas vamos acreditar. Tenho fé que vamos conseguir ficar na I Liga».