Direita fala em revisão constitucional por ter poucas propostas para o país, acusa BE

Agência Lusa , DCT
5 nov, 14:44
Catarina Martins (Lusa/Rui Minderico)

Catarina Martins referiu que o PSD fala de revisão constitucional porque de Orçamento do Estado, inflação, salários e habitação “não pode falar”

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, disse este sábado que a direita fala em revisão constitucional numa altura em que se debate o Orçamento do Estado, por ter “tão poucas propostas” para a vida concreta das pessoas.

“Estamos em pleno processo de Orçamento do Estado e a direita tem tão poucas propostas para a vida concreta das pessoas que já está a falar de outra coisa qualquer”, afirmou Catarina Martins numa visita ao renovado Mercado do Bolhão, no Porto.

Enquanto ia cumprimentando as vendedoras e agradecendo a sua “luta” pela renovação do mercado, a bloquista referiu que o PSD fala de revisão constitucional porque de Orçamento do Estado, inflação, salários e habitação “não pode falar”.

E acrescentou: “Acho que já sei qual é o problema da direita, é que faria um orçamento igualzinho ao que o PS fez”.

A direção do PSD defende que não deve ser adiada a revisão ordinária da Constituição, depois de o processo ter sido desencadeado pelo Chega, prometendo “um projeto diferenciador, mas realista”, que será conhecido no final da próxima semana.

Posteriormente, o líder do Chega afirmou que o PSD “é bem-vindo” e “faz falta” ao processo de revisão constitucional e considerou que esta pode ser uma oportunidade para a “primeira convergência à direita nesta legislatura”.

Já o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recusou pronunciar-se sobre a revisão constitucional por ser um processo em que não tem qualquer intervenção, mas voltou a alertar para a necessidade de mexidas nas questões dos metadados e da emergência sanitária.

Numa visita de cerca de uma hora, Catarina Martins disse que há “finalmente” Mercado do Bolhão, mas que, em contrapartida, a vida está “muito complicada” ao qual o Orçamento do Estado não responde.

“O governo quer convencer-nos de que as subidas ou atualizações de salários e pensões abaixo da inflação faz com que as pessoas fiquem melhores, ora não ficam porque se os preços sobem mais do que os salários e pensões, as pessoas ficam mais pobres”, frisou.

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