Catarina Martins diz que IL se "lança para as coisas sem pensar". Cotrim Figueiredo contra-ataca com ruturas no SNS

6 jan, 23:10

Num debate polarizado, Catarina Martins acusou o liberal de querer um Estado-papá na política da educação e Cotrim Figueiredo apontou que o Bloco de Esquerda já não é um farol para aqueles que querem um Portugal mais moderno

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O frente a frente entre Catarina Martins e João Cotrim de Figueiredo foi marcadamente polarizado pelas disparidades naquilo que consta do programa do Bloco de Esquerda para as legislativas e aquilo que não consta (ainda) nos planos dos liberais para crescerem na Assembleia da República.

O primeiro confronto foi expectável. A proposta da taxa única de IRS da Iniciativa Liberal foi o mote para João Cotrim Figueiredo afirmar que a medida “não penaliza o crescimento de rendimento à medida que se progride na carreira profissional” e, questionado sobre se a taxa única de 15% não fará com que os mais ricos fiquem mais ricos e os pobres mais pobres, o candidato liberal explica que “são as pessoas que trabalham que pagam IRS, não são os ricos e muito ricos, isso é uma coisa completamente diferente”.

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Ao ataque, partiu imediatamente Catarina Martins que disse não ter ideia do que é que João Cotrim de Figueiredo estaria a falar, já que a Iniciativa Liberal não apresentou um programa eleitoral. “Tem toda a razão, apresentamos no sábado em Guimarães, atrasámo-nos uns dias”, respondeu Figueiredo.

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Ainda assim, Catarina Martins criticou esta ideia de “flat tax”, reiterando que uma taxa única de 15% vai agradar muito “a um CEO que leva para casa 250 mil euros” e muito pouco a um “trabalhador que ganha 800 euros”.

Dá ideia que a Iniciativa Liberal se lança para as coisas sem pensar e depois logo se vê", afirma a líder do BE.

Para estes últimos, afirma a líder do Bloco de Esquerda, a medida dos liberais vai fazer com que pague mais impostos, “quando até agora não pagava”. “É uma proposta muito boa para os muito ricos. Esta proposta teria um custo fiscal de 3.500 milhões de euros, com 60% dessa borla fiscal ia para os 4% mais ricos”.

Martins diz que Cotrim Figueiredo “fez da irresponsabilidade a sua propaganda", liberal responde que "usar mortes de pessoas não é fazer política séria”

O contra-ataque de João Cotrim de Figueiredo chegou na altura de falar sobre a pandemia. Acusando primeiramente o Bloco de deturpar as palavras da Iniciativa Liberal ao dizer que as ideias do partido custavam vidas, o candidato disse que votou contra quase todos os estados de emergência, “porque impunham limitações aos direitos à greve, e permitiam a mobilização de pessoas para qualquer emprego com qualquer pagamento. Foi contra esses excessos que votámos contra”.

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Antes, Catarina Martins tinha puxado por uma das justificações que Cotrim Figueiredo fez para votar contra os Estados de Emergência: “Disse mesmo que se sentia num Estado policial, o que é extraordinário. “O que é extraordinário é que o fez por considerar que os negócios não podiam parar. Morreram 19 mil pessoas em Portugal”. 

Com esta tomada de postura, o liberal aproveitou o seu tempo de antena para atirar que "usar mortes de pessoas não é fazer política séria” e disse que, "quando um dia se fizer um balanço destes dois anos de pandemia, vamos ver se foi tão bem sucedida assim a aplicação destas medidas restritivas".

 

Sobre o Serviço Nacional de Saúde, Cotrim Figueiredo afirma que “não foi capaz de responder às exigências”, ao contrário dos países liberais “que o conseguiram fazer porque têm sistemas de saúde muito mais robustos e não dependem apenas do Serviço Público”.

Depois, o candidato liberal criticou Catarina Martins pela sua falta de disponibilidade em reformar o SNS. “Quem não tem sequer disponibilidade para reformar SNS vai ser responsável pelo seu colapso”, afirmou, acrescentando que, se Portugal tem 40% pessoas que recorrem a serviços privados, “é porque algo está a correr mal”: “O Serviço Nacional de Saúde dá acesso a filas intermináveis”. 

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“No próprio programa do Bloco de Esquerda é pedido que se salve o SNS, portanto alguma coisa está mal”, afirmou o liberal.

Ainda no tema da saúde Catarina Martins usou o arraial da Iniciativa Liberal em junho para sublinhar que Cotrim Figueiredo “fez da irresponsabilidade a sua propaganda. É um caso único”.

Cotrim Figueiredo diz que o Bloco já não é "farol". Catarina Martins diz que IL quer uma espécie de "Estado-papá"

Nos minutos finais, o tema forte do Bloco de Esquerda foi a educação e Catarina Martins explorou-o ao dizer que a posição da Iniciativa liberal de promover a liberdade de escolha dos estabelecimentos de ensino serve para “pôr o Estado a financiar vários negócios”. “Quer uma espécie de Estado-papá para pagar a toda a gente”.

Depois, invoca a ideira da criação de créditos para os estudantes universitários pagarem o seu curso a 30 anos para dizer que “a Iniciativa Liberal fica muito cara à nova geração”

Já Cotrim Figueiredo salta esta discussão para se focar na economia, acusando o Bloco de Esquerda de ser um “bloqueio de crescimento”. “O crescimento económico devia ser a principal preocupação do país e gostava de saber qual é o país que tem o modelo económico que o Bloco defende”, questiona, sublinhando que o BE perdeu a capacidade de ser um farol para aqueles que querem um Portugal mais moderno.

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A encerrar, Catarina Martins afirma que as políticas da Iniciativa Liberal vão acabar por levar a um “mercado laboral deregulado, com rendas altas e cursos com preços altos”.

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