Bloco acusa Governo de seguir estratégia "errada" no combate à inflação

Agência Lusa , CE
9 mai, 14:07
Catarina Martins (Lusa/Mário Cruz)

Após a audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, Catarina Martins rejeitou a visão do Governo de que a inflação é um fenómeno transitório

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, acusou esta segunda-feira o Governo de estar a combater a inflação com uma estratégia que “é errada”, rejeitando que o fenómeno seja transitório, como tem descrito o executivo.

“Partilhámos com o Presidente da República a nossa preocupação sobre a estratégia do Governo para responder ao ciclo de inflação que estamos a viver. Do nosso ponto de vista, a estratégia do Governo é errada”, disse a coordenadora bloquista, no final de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Catarina Martins acusou o Governo de estar a desvalorizar a verdadeira dimensão do problema ao dizer que o país está “perante um ciclo de inflação transitório”.

“Nenhum de nós sabe quanto tempo é que vai durar, e já está a durar há vários meses. Lembro que começou no segundo trimestre de 2021, portanto, vai fazer um ano que estamos neste ciclo de inflação. Não temos, do ponto de vista internacional, boas notícias que nos digam que vai terminar em breve”, completou a dirigente bloquista, ladeada pelo líder parlamentar, Pedro Filipe Soares, e pelo membro da Comissão Política do BE Jorge Costa.

Catarina Martins argumentou que o executivo socialista “não tem nenhuma medida eficaz de controlo de preços” e que está à “espera de que a quebra de salários e venha a controlar o ciclo de inflação”.

A deputada sustentou que o Governo está a seguir uma trajetória no sentido “de um empobrecimento da população portuguesa”, classificando o descontrolo dos preços e a rejeição em aumentar salários e pensões como uma “estratégia errada do ponto de vista económico e inaceitável do ponto de vista social”.

A proposta de Orçamento do Estado para 2022 vai ser discutida na especialidade entre os dias 23 e 25 de maio. O documento volta depois ao plenário para a votação final global, agendada para o dia 27 de maio.

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