Covid-19: BE diz que Governo vai falhar o essencial se não existirem medidas para reforçar SNS

Agência Lusa , NM
24 nov, 13:47
Catarina Martins - Bloco de Esquerda
Catarina Martins - Bloco de Esquerda

Catarina Martins esteve reunida com o Sindicato Independente dos Médicos e alertou para a falta de profissionais de saúde no serviço público: “precisa de equipamentos, seguramente, mas sem médicos, sem enfermeiros, sem técnicos não funciona”

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A coordenadora do BE defendeu quarta-feira que “seria falhar ao essencial” se o Governo na quinta-feira apenas anunciasse medidas de responsabilidade individual para combater a pandemia e não avançasse com o reforço urgente de profissionais do SNS.

Catarina Martins esteve esta quarta-feira reunida, na sede do BE, em Lisboa, com o Sindicato Independente dos Médicos, tendo sido questionada no final pelos jornalistas sobre se espera que o reforço de meios do Serviço Nacional de Saúde (SNS) esteja entre as medidas que o Conselho de Ministros vai decidir na quinta-feira para combater o avanço da pandemia de covid-19.

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“Seria falhar ao essencial se amanhã [quinta-feira] estivéssemos apenas a discutir máscaras e testes e não houvesse medidas sobre o Serviço Nacional de Saúde, sobre a sua capacidade e sobre a fixação de profissionais no Serviço Nacional de Saúde”, avisou.

Na opinião da líder do BE, o SNS “precisa de equipamentos, seguramente, mas sem médicos, sem enfermeiros, sem técnicos não funciona” e pediu que os profissionais de saúde, que “estão exaustos”, sejam respeitados, insistindo que “é preciso mais gente no SNS com urgência”.

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“Se as medidas para o momento que estamos a viver forem só medidas de responsabilidade individual perante as pessoas, que as devem ter seguramente, mas que numa população que já está vacinada, não tiverem em conta a necessidade de reforço do SNS, as medidas vão falhar o que é essencial”, reiterou.

Numa população vacinada como a portuguesa, explicou Catarina Martins, “o número de pessoas com doença grave diminui, o que não quer dizer que a pressão sobre o SNS não exista”.

“As pessoas com doença não grave também têm de ser acompanhadas, nomeadamente pelos cuidados primários de saúde e pelos médicos de família e também porque há outras doenças, há outra doença respiratória própria desta época e há todas as situações de saúde aguda que até se têm vindo a agravar no país pela falta de cuidados não covid”, explicou.

Na perspetiva da coordenadora bloquista, o que está a acontecer na saúde em Portugal “vem dando razão ao Bloco de Esquerda” quando pôs como condição no Orçamento do Estado para 2022 as carreiras do SNS.

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“Sabíamos que não podíamos continuar a perder gente no SNS. Ontem o BE repetiu as suas preocupações, o Governo ainda não anunciou nada de novo sobre essa matéria”, referiu, numa alusão à reunião com o primeiro-ministro, António Costa, que termina esta quarta-feira de ouvir os partidos com assento parlamentar a propósito da evolução da pandemia.

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