Reitor lembra "relação especial" de Bento XVI com Fátima

Agência Lusa , WL
31 dez 2022, 11:23

Ratzinger esteve duas vezes em Fátima, uma como cardeal e outra como Papa

O reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, lembrou este sábado a "relação muito especial" de Bento XVI com Fátima, onde esteve por duas vezes, em 1996, ainda cardeal, e em 2010, já como pontífice.

Carlos Cabecinhas sublinhou o "grande amor à Igreja" que Bento XVI, que hoje morreu aos 95 anos, revelou aquando da sua renúncia, e lembrou que foi Joseph Ratzinger, então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que fez o comentário teológico à terceira parte do chamado segredo de Fátima.

O reitor do Santuário da Cova da Iria, numa mensagem sobre a morte do papa alemão, evocou a visita de Bento XVI a Fátima, em maio de 2010, no décimo aniversário da beatificação dos videntes Francisco e Jacinta Marto, considerando-a uma "peregrinação particularmente significativa e festiva".

Na sua mensagem, Carlos Cabecinhas exprime "uma profunda gratidão para com o Papa Bento XVI" por parte do Santuário.

"A gratidão de quem viu nele um pastor, a gratidão de quem pode beneficiar do aprofundamento teológico que ele deu à mensagem de Fátima, a gratidão de quem vê nele um grande amor à Igreja que foi aquilo que conduziu sempre no seu ministério, mas também no ato de renunciar ao seu pontificado", afirmou.

O papa emérito Bento XVI, que morreu hoje com 95 anos, abalou a Igreja ao resignar do pontificado por motivos de saúde, a 11 de fevereiro de 2013, a dois meses de comemorar oito anos no cargo.

Joseph Ratzinger nasceu em 1927 em Marktl am Inn, na diocese alemã de Passau, e foi Papa entre 2005 e 2013.

Ratzinger tornou-se no primeiro alemão a chefiar a Igreja Católica em muitos séculos e um representante da linha mais dogmática da Igreja.

Os abusos sexuais a menores por padres e o "Vatileaks", caso em que se revelaram documentos confidenciais do papa, foram casos que agitaram o seu pontificado.

Bento XVI ordenou uma inspeção às dioceses envolvidas, classificou os abusos como um "crime hediondo" e pediu desculpa às vítimas. 

Durante a viagem a Portugal, em maio de 2010, Bento XVI disse que "o perdão não substitui a justiça".

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