MAI diz que PSP foi «irrepreensível» ao identificar adeptos do Benfica

3 out, 18:56
Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro (António Cotrim/ LUSA)

José Luís Carneiro apelou à responsabilidade dos cidadãos

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, elogiou a atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP), que identificou quase quatro dezenas de adeptos do Benfica no sábado, por distúrbios em Braga, após o jogo em Guimarães.

«As forças de segurança tiveram uma ação irrepreensível. Em muito pouco tempo determinaram a identidade de quem incumpriu com a lei e transmitiram às autoridades competentes os deveres de sancionamento, ou não, de atitudes ou comportamentos. Portanto, em muito pouco tempo mostraram grande eficácia, como aliás tem acontecido em todas as circunstâncias inesperadas e inopinadas que têm vindo a acontecer», afirmou José Luís Carneiro, à margem duma visita ao posto de atendimento a cidadãos britânicos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no Porto.

Em comunicado, recorde-se, a PSP informou ter identificado 39 adeptos encarnados. Perto das 23h45, foram registadas «deflagrações de engenhos pirotécnicos levadas a efeito por um grupo substancial de jovens vestidos de negro, enquanto entoavam cânticos». O incidente «causou alarme e pânico nas pessoas que frequentavam os espaços de lazer» do centro histórico da cidade de Braga.

O ministro apelou ainda à responsabilidade dos cidadãos em prol da segurança.

«Tenhamos consciência do seguinte, somente uma sociedade e cidadãs e cidadãos, que tenham atitudes e comportamentos de responsabilidade permitirá termos vidas mais seguras. Condições mais seguras, seja no desporto, seja na vida noturna, seja na segurança, seja na sinistralidade rodoviária. Nós não podemos querer um polícia por cada cidadão, nem isso é desejável, mas para que isso aconteça cada cidadã e cada cidadão têm que cumprir os seus deveres», enfatizou.

José Luís Carneiro considera que é evidente a «necessidade» de toda a sociedade ter a «consciência» de que o desporto tem que ser uma «festa» e uma «demonstração do aperfeiçoamento da vida cívica».

«Não pode ser uma permanente demonstração de ajuste de contas entre grupos que procuram colocar em causa e têm colocado em causa muitas das vezes a tranquilidade nos próprios campos de futebol», concluiu.

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