Marco Silva: «Tive algumas oportunidades de voltar ao futebol português»

Guilherme Portela , Estádio da Luz, Lisboa
12 jun, 19:07
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Treinador assume que não foi uma decisão fácil deixar a Premier League, mas considerou o momento ideal da carreira para assumir o comando dos encarnados

Marco Silva explicou as razões que o levaram a deixar o futebol inglês e a aceitar o convite para treinar o Benfica, sublinhando o impacto emocional da proposta e a convicção de que este era o momento certo para regressar a Portugal.

O adeus à Premier League

«É uma realidade e não vou estar a dizer que a decisão foi fácil ou difícil. Não quero entrar muito por aí. Vocês sabem a minha ligação à Premier League, não há como escondê-la. Por alguma razão estou fora do país há quase 12 anos, dez anos na Inglaterra. Claramente é um país onde me senti muito bem, é um futebol com o qual me identifico, onde tenho vindo a construir e a consolidar o meu nome. Portanto, não foi uma decisão fácil.»

O contacto de Rui Costa

«A primeira vez que o Presidente do Benfica comunicou comigo e falámos perguntou-me claramente se eu queria ser o treinador do Benfica, se eu estava disposto a voltar a Portugal para representar o Sport Lisboa e Benfica. E nesse momento o Benfica estava à procura de treinador. O que me foi perguntado foi se estava disposto a vir, se achava que era o momento para voltar a Portugal e representar o Benfica. Se isto acontece quer dizer que o Benfica estava à procura de treinador e quer dizer que eu era a primeira opção do Presidente do Benfica. Isso para mim é o mais importante. O que está para trás não me interessa, não perco tempo sequer a pensar nisso. O convite foi claro, muito aberto, e a minha resposta também foi clara.»

O momento certo para regressar

«Não vou esconder que tive algumas oportunidades de voltar ao futebol português, não só ao Benfica, mas de uma forma geral ao futebol português. Por várias razões não aconteceram, algumas por ser em meios de projetos, outras porque não era o momento. Este eu senti que era o momento. Era o momento que eu sentia que, em termos de carreira para mim e para a minha equipa técnica, seria o momento ideal para ter um desafio da dimensão do Benfica.»

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