Novo treinador do Benfica falou da responsabilidade de chegar à Luz e da ambição de devolver o clube aos triunfos
Marco Silva foi apresentado esta sexta-feira como novo treinador do Benfica. O treinador destacou a honra e a responsabilidade de representar os encarnados, garantiu que o objetivo passa pela conquista do campeonato e explicou porque vê a pressão como um privilégio.
Chegada ao Benfica
«Sentimento? Acima de tudo é uma honra e um enorme orgulho. São as duas palavras que quero expressar neste momento e acrescentar a terceira, que para mim também é muito importante: a grande responsabilidade de estar neste cargo num clube da dimensão do Benfica, com tudo o que acarreta poder ser o líder técnico e treinador do Sport Lisboa e Benfica neste momento. São claramente os três pontos que quero deixar bem claros: a honra, repetindo, o orgulho e a responsabilidade.»
«Não preciso de arranjar uma frase mais forte ou mais impactante do que aquelas que foram utilizadas pelos meus antecessores. Aquilo que disse no início é um sentimento genuíno. É exatamente assim que me sinto neste momento.»
A ambição de conquistar títulos
«O presidente [Rui Costa] falou há pouco e quem está neste clube tem de pensar dessa forma. Não faz sentido pensar de forma diferente. A dimensão do Benfica, a sua grandeza e o número de títulos que tem obrigam a que o objetivo seja claramente acrescentar sempre algo mais. Caso contrário, não faria sentido estarmos aqui. Os títulos fazem parte da história do Sport Lisboa e Benfica e é com esse objetivo que estamos aqui.»
A identidade da equipa
«Em relação à identidade, claramente deve-se ter uma identidade dominadora. Para se vencer em Portugal, esse terá de ser o caminho. É o nosso objetivo consegui-lo, não querendo ir por muitas questões técnicas ou táticas neste momento, mas que seja uma equipa dominadora e uma equipa que seja capaz de ligar a grande força do Benfica, que são os seus adeptos, à equipa. Esse é o nosso grande objetivo: conseguir que haja uma ligação muito forte entre a equipa e o enorme apoio que os adeptos dão sempre à equipa do Benfica, e nós sabemos que esse apoio é ainda maior se a equipa corresponder. Não estou a falar de compromisso nem de exigência, porque isso é uma obrigação, não é sequer negociável. Estou a falar de uma forma positiva de jogar, uma forma dominadora de jogar, que na minha opinião é aquilo que representa o Benfica.»
A pressão de treinar o Benfica
«Quanto à questão da pressão, sinceramente não me traz mais pressão. Traz-me responsabilidade. A pressão é algo que procuro transmitir aos meus jogadores. Quando ela não existe, eu sou o primeiro a criá-la. Felizmente, no Benfica isso não será necessário. A dimensão do clube encarrega-se disso. O jogo seguinte será sempre suficientemente importante para gerar essa exigência. E eu vejo essa pressão como um privilégio. Se queremos estar ao mais alto nível, temos de aceitar a pressão como parte do processo. Haverá momentos em que será muito intensa, outros em que poderemos desfrutar. A vida de um treinador é feita disso. Estou preparado para os momentos bons e para os menos bons. E sinto-me privilegiado por estar aqui.»
