Benfica na Supertaça: Pavlidis à sua imagem e Ríos já mostra ao que vem

1 ago 2025, 11:22
Supertaça: Sporting-Benfica (FOTO: Lusa)

E ainda António Silva! Trio esteve em plano de destaque na Supertaça e o Maisfutebol analisa o rendimento de cada um. E há um problema na esquerda para Lage resolver...

O primeiro jogo oficial da época valeu a conquista da Supertaça ao Benfica e permitiu tirar algumas conclusões da equipa - e dos jogadores - de Bruno Lage.

Eleito o melhor em campo diante do Sporting, Vangelis Pavlidis foi, de facto, quem mais se evidenciou. Ainda assim, outros dois nomes merecem nota de destaque. O reforço Richard Ríos esteve acima dos restantes ao nível dos duelos, enquanto António Silva travou os caminhos para a baliza de Trubin.

Pavlidis recolheu a pontuação de 7.9 para o SofaScore. À boleia de outros dados do parceiro do Maisfutebol, entende-se que o avançado foi obrigado a muito trabalho. Mais do que protagonizar um jogo de área, Pavlidis foi verdadeiro pau para toda a obra.

O grego, à semelhança do que fez em muitos jogos da temporada passada, baixou diversas vezes para fugir aos centrais leoninos e compensar a falta de requinte técnico de quem joga nas suas costas.

Além do golo, Pavlidis somou a outra oportunidade de maior perigo do Benfica, com um remate de fora da área bem colocado, ao qual Rui Silva respondeu com uma defesa para canto. O grego esteve ainda muito criterioso no passe (80 por cento de acerto).

Na estreia oficial com a camisola do Benfica, Richard Ríos teve uma primeira parte complicada, com dificuldades no momento de perda de posse e no entrosamento com os colegas do meio-campo. Subiu o nível na segunda parte, sobretudo após o golo dos encarnados, que começa num passe longo do ex-Palmeiras.

Ríos destacou-se, sobretudo, pelos duelos com adversários e venceu praticamente todos. No solo, ganhou 11 dos 13 duelos que disputou e ganhou ainda o único que disputou pelo ar. É a imagem da tal agressividade que Lage tanto apregoou ser necessária.

Fica a nota negativa, porém, no capítulo do passe. O ex-Palmeiras teve uma percentagem de acerto de 78, aquém do exigido para um médio do Benfica, o que poderá estar relacionado com lacunas no momento da decisão e definição do colombiano.

Outro dos nomes que em muito ajudou o Benfica a arrancar a época com um título oficial foi António Silva. Passou a primeira parte, assim como Otamendi, a dar indicações aos homens do setor à frente da defesa, que expunham os mais recuados do Benfica, forçados a erros por parte dos atacantes do Sporting.

Apesar das quezílias com Harder, teve um jogo notável na tarefa que lhe incumbia, destacando-se pelos dois remates bloqueados, três interceções e ainda dois cortes. A juntar a isto, conseguiu muitos alívios e ainda acertou praticamente todos os passes longos que tentou (dez em 12).

Benfica virado para a direita, esquerda grita por mais

O jogo do Benfica foi muito canalizado para a direita, aproveitando a profundidade oferecia por Dedic, mas sobretudo a relação entre Aursnes e Ríos no corredor. Por outro lado, a esquerda sentiu dificuldades. Samuel Dahl, Kerem Akturkoglu e Enzo Barrenechea foram os únicos jogadores do onze titular do Benfica com nota abaixo de 7.0 para o SofaScore.

O lateral-esquerdo, refira-se, teve a dura tarefa de travar Geny Catamo. No total, sofreu dois dribles, perdeu 13 vezes a posse de bola e só ganhou um dos seis duelos no solo que disputou. Já o extremo foi incapaz de espalhar criatividade na frente (oito perdas de posse e nenhuma tentativa de drible bem-sucedida). Quanto ao médio, teve uma alta percentagem de acerto no passe (92), mas deixou a desejar defensivamente – quatro dribles sofridos, seis perdas de posse e apenas dois duelos ganhos em sete.

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