Schmidt e a renovação de Di María: «É uma história fantástica de futebol»

22 jul 2024, 22:59
Di María e Roger Schmidt após a derrota do Benfica em Famalicão (ESTELA SILVA/Lusa)

Treinador do Benfica mostra-se feliz com a continuação do argentino no Benfica e elogia o extremo pela qualidade que sempre apresenta, seja nos jogos ou treinos

Num vídeo publicado pelo Benfica, o treinador das águias, Roger Schmidt, e Toni estiveram à conversa. 

Entre vários temas, a dupla falou sobre a renovação de Di María pelo Benfica, questão que Roger Schmidt viu a bons olhos.

«Estou muito feliz pelo Ángel (Di María). Começou no Benfica e regressou ao Benfica. Esta é uma história fantástica de futebol, porque ele poderia fazer tantas coisas diferentes. Podia ter ido atrás de mais dinheiro. Muitos jogadores tomam decisões diferentes, mas ele tomou a decisão de voltar ao clube onde tudo começou na Europa. E acho que isso diz tudo sobre o seu carácter», começou por dizer.

O treinador alemão não escondeu a admiração pelo extremo argentino, referindo que é um «exemplo» para todos os jogadores, garantindo mesmo que dá muita «qualidade e mentalidade» ao plantel do Benfica.

«Se o vissem todos os dias nos treinos. Gosto muito de o ver porque ele é um exemplo para todos os jogadores, para os jogadores que estão a crescer e que observam alguém que já teve uma carreira fantástica, mas que ainda quer ganhar em todos os treinos. Está muito motivado e continua a jogar ao mais alto nível. E acho que ele nos dá tanta, tanta qualidade e mentalidade», destacou.

Por fim, abordando o Euro 2024 e a Copa América, o técnico de 57 anos elogiou a Espanha, que foi «a melhor equipa do Europeu», mas elevou ainda mais a Argentina, seleção que conquistou duas Copas Américas e um Mundial nos últimos quatro anos e pela qual Di María jogou, mas que deixou após a final conquistada este ano.

«Na minha opinião, quando vemos os torneios europeus e também a Copa América, se virmos as equipas vencedoras, essas são sempre as equipas que jogam muito bom futebol, mas que têm também uma mentalidade muito especial. A Espanha foi, sem dúvida, a melhor equipa do Europeu. E se virmos a Argentina, ganhou a Copa América, ganhou o Campeonato do Mundo e voltou a ganhar a Copa América. Portanto, em quatro anos, ganharam tudo contra as melhores equipas do mundo em jogos muito, muito disputados, com muito poucas situações claras durante o jogo, mas no final ganharam sempre. E, para mim, isso é uma questão de mentalidade», concluiu.

 

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