Despedimento de Roger Schmidt fez subir gastos com pessoal para valor histórico

27 fev 2025, 17:31
Benfica-Estrela da Amadora (Foto: LUSA)

Massa salarial desceu no primeiro semestre da época, mas saída do treinador alemão aumentou os gastos

As contas da SAD do Benfica referente ao primeiro semestre da época mostram que, apesar do lucro de 40,3 milhões de euros, existe um desequilíbrio entre as receitas e os gastos operacionais.

Se por um lado a sociedade liderada por Rui Costa obteve receitas de 105,7 milhões de euros nos primeiros seis meses da época, por outro os gastos subiram, em termos homólogos, dos €139,2M para os €142,9M.

Metade do bolo (71,2 milhões de euros, máximo histórico num primeiro semestre) dizem respeitos à rubrica dos gastos com pessoal, na qual se inclui o plantel profissional. Este valor representa mais 14,2 por cento do que no primeiro semestre de 2023/24 (€62,4M), diferença explicada por indemnizações que tiveram de ser pagas a Roger Schmidt (€8,7M), restante equipa técnica e jogadores.

Segundo o Relatório e Contas semestral da Benfica SAD, sem indemnizações os gastos com pessoal no primeiro semestre teriam sido de 57,5 milhões de euros, menos do que nos três períodos homólogos anteriores, o que se explica pela diminuição da massa salarial e de pagamentos variáveis.

Sem o pagamento de indemnizações, os gastos operacionais seriam inferiores aos do primeiro semestre de 2023/24 (andariam pelos €132M) e aproximar-se-iam das receitas operacionais, o que reduziria a dependência de maiores encaixes financeiros provenientes de vendas de jogadores. A administração da SAD do Benfica entende que a divergência entre receitas e gastos operacionais não é preocupante, uma vez que os desequilíbrios são compensados com receitas provenientes de vendas de jogadores.

Na rubrica dos gastos operacionais está incluído, pela primeira vez, o futebol feminino, que passou para a esfera da SAD e representa perto de 2,4 milhões de euros.

Benfica

Mais Benfica