«Tenho esperança de ver em Rui Costa um movimento de grandeza - que convoque eleições antecipadas»
João Noronha Lopes, candidato à presidência do Benfica, pediu eleições antecipadas e uma Assembleia-Geral Extraordinária. O empresário apresentou oficialmente a sua candidatura na Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa, nesta quinta-feira.
«Tenho esperança de ver em Rui Costa um movimento de grandeza - que convoque eleições antecipadas. Faço um apelo ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral para que avance rapidamente para uma Assembleia Geral Extraordinária para aprovar eleições», afirmou, durante o discurso aos apoiantes. O ato eleitoral está marcado para outubro, já com a temporada 2025/26 a decorrer.
«A hora da mudança está a chegar. Sou candidato com tudo o que disse e carrego. Não sou um candidato de protesto, mas de ambição e muita alegria. Apresentaremos em breve aos sócios os rostos que irão erguer o Benfica no futuro. Se tivermos de disputar eleições amanhã, estou preparado para as vencer e liderar o Benfica no dia seguinte. Tenho as ideias, tenho a equipa e muita vontade, principalmente», disse depois.
Noronha Lopes apresentou a sua candidatura num local que já foi sede do Benfica. «Que Vontade que tenho de entrar em campo», começou por dizer aos apoiantes, pedindo ainda desculpa às «centenas» que ficaram de fora do recinto por razões de segurança.
Num anúncio que contou com a presença de Manuel Vilarinho, antigo presidente do Benfica, Vítor Paneira e Nuno Gomes, antigos futebolistas do clube, entre outras figuras mediáticas, Noronha Lopes deixou bastantes críticas à gestão de Rui Costa.
«O Benfica de Rui Costa, em 2025, não é o Benfica de Vieira, em 2020. Mas, tal como Vieira já não servia, também Rui Costa não serve ao Benfica que hoje ambicionamos. Embalámos os nossos jogadores e a nossa equipa até ao fim. Não foi por falta de apoio que o Benfica não ganhou. Seria bom que Rui Costa reconhecesse isso.»
«O melhor deste mandato foi muito pouco. Perante rivais enfraquecidos, apresentámos os piores resultados da nossa história. Não nos revemos numa gestão desportiva desastrosa. Ganhámos menos que os rivais, perdemos troféus, identidade e referências. A marca mais reconhecida desta formação resume-se numa frase: bons a formar, rápidos a vender e piores a contratar», atirou.
«Não nos conformamos em ver os nossos rapazes a festejar por outros clubes. Vivemos acima das nossas possibilidades e vemos que a direção tenta esconder a ausência de estratégia. Não podemos tolerar que, com o apoio inaceitável do Benfica, se tenha instalado um regime do futebol português em que é o alvo a abater. Não podemos compreender que, em vez de se centralizar o futebol no Benfica, a direção apoie uma centralização potencialmente lesiva dos nossos interesses.»
Referindo que o Benfica «é maior instituição do país» e que «não pode ser gerido com amadorismos nem amiguimismos», Noronha Lopes promete uma equipa «experiente fora do campo», e desenvolvimento das área comercial, digital e crescimento da marca.
Voltou a defender uma auditoria às contas do clube e atirou, no fim do discurso: «Um presidente do Benfica não recebe lições de ninguém, seja do presidente da Liga seja de quem for. Posso garantir uma coisa. Se para defender os interesses do Benfica for preciso ir contra a corrente, eu vou», afirmou, arrancando aplausos.
[Notícia atualizada às 21h10]