Lage também já pensa na Supertaça: «Vai ser um desafio tremendo»
Treinador do Benfica diz que jogadores vão precisar de dez a 14 dias de descanso após o Mundial de Clubes depois de uma época muito exigente. Sporting parte em vantagem para o jogo do primeiro troféu da época (31 de julho), admite
* Em Charlotte
Se o Benfica eliminar o Chelsea e avançar para os quartos de final do Mundial de Clubes, vai iniciar o mês de julho ainda a competir. Uma boa notícia, que significa sucesso desportivo, mas ao mesmo tempo um problema no que diz respeito ao planeamento da próxima época, que arranca oficialmente com a Supertaça com o Sporting a 31 de julho.
«Claro que penso. Já está mais do que pensado», introduziu Bruno Lage após ser questionado se não pensa no facto de a preparação para 2025/26 poder ficar comprometida pela eventualidade de o Benfica continuar a avançar na competição.
Depois de um suspiro entendido como uma dor de cabeça que, a bem ou a mal, terá de ser ultrapassada, o técnico prosseguiu. «Independentemente de onde chegarmos, tenho de dar uns dias de férias a estes rapazes. Alguns deles precisam realmente disso. Precisamos todos. Esta competição é dura. Estamos a vivê-la pela primeira vez. Estamos há 21 dias juntos com as mesmas rotinas. É uma competição dura física e mentalmente e temos de desligar física e mentalmente para entrar na próxima época. E vai ser um desafio tremendo. No mínimo, os jogadores vão precisar de dez a 14 dias de férias e, se o planeamento for esse, vamos ter depois 17 a 18 dias para preparar a Supertaça, porque vai ser jogada numa quinta-feira e vamos ter esses dias para prepará-la.»
Se o planeamento não for este, isso significa que o Benfica continua a avançar no Mundial de Clubes. Ainda assim, aconteça o que acontecer neste sábado diante do Chelsea, Lage não tem dúvidas sobre o jogo com o Sporting. «Vai ser um desafio tremendo preparar a equipa para poder competir, fundamentalmente nos 90 minuto frente a um adversário que neste momento parte em vantagem. Acredito que somos a única equipa europeia que se encontra nessas condições de ter de fazer as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões.»
E prosseguiu, a propósito da queda de Portugal no ranking da UEFA, com uma espécie de apelo nacional: que os portugueses torçam sempre pelo sucesso dos representantes lusos nas provas europeias, mesmo quando sejam rivais. «E isso dá que pensar. O que as equipas portuguesas têm feito ao longo do ano e depois olhamos para outros países em que o terceiro, quarto e quinto classificados entram diretamente na Liga dos Campeões e o segundo classificado tem de fazer duas pré-eliminatórias. Gostamos muito de olhar para o adversário e desejar que ele não vá tão longe nas provas, mas se calhar temos de nos unirmos para termos a possibilidade de sermos mais fortes, mais competitivos podendo entrar nestas competições que nos permitem ganhar dinheiro e contratar melhores jogadores para sermos mais fortes. Só assim podemos competir com equipas deste nível do Campeonato do Mundo.»
