Lage: «Há coisas que têm de mudar, umas de forma radical»
«Há coisas que têm de mudar, umas de forma radical»
«Temos de dar, no mínimo, 15 dias aos jogadores para recuperarem»
«Carreras não jogou porque entendo que o Dahl está melhor»
«Não é por vencer um jogo que saio mais fortalecido»
«Não há qualquer problema com Renato Sanches, não iria colocar ninguém em risco»
Treinador do Benfica considera que um dos objetivos da equipa no Mundial foi cumprido e já pensa na próxima época
Bruno Lage, treinador do Benfica, em declarações aos jornalistas após o jogo com o Chelsea para os oitavos de final do Mundial de Clubes:
[Balanço da prestação do Benfica neste Mundial]
«Chegámos aos oitavos de final do Mundial, com uma boa prestação. Acho que cumprimos o nosso objetivo na primeira parte, que era seguir em frente. Hoje tínhamos um adversário muito difícil. O quarto classificado da Premier League, um adversário que ganhou uma competição europeia e que tem jogadores muito fortes e com uma enorme qualidade. Tentámos lutar com as nossas armas.
Olho para este Mundial e olho também para o que fizemos ao longo da época. Oitavos de final do Mundial, da Liga dos Campeões, perdemos a Taça de Portugal da forma como todos sabem, disputámos o campeonato até à última jornada e vencemos a Taça da Liga. Em termos monetários também é algo que enquanto equipa técnica e estrutura temos de repensar, porque é realmente um valor muito grande para o clube. Em 95 por cento dos clubes era um trabalho razoável, mas para o Benfica faltou claramente aquele que é o objetivo principal, que é vencer o campeonato.
Mas nem tudo o que foi feito está errado. E, projetando já a próxima época, há coisas que têm de mudar. Umas de forma radical, outras para melhorar a nossa qualidade de jogo.
[O que considera que tem de mudar radicalmente?]
«Isso é algo nosso. Mas uma coisa que já partilhei e ainda hoje foi notório, é que há uma agressividade da nossa parte que não é natural da nossa parte e que temos de colocar mais nos nossos jogos. Sermos agressivos, parar transições com faltas e ter mais o lado de experiência. Houve um jogador adversário que fez quatro ou cinco faltas, não levou cartão amarelo e conseguiu por várias razões meter o Prestianni na rua.»
[Acha que sai fortalecido com estes oitavos?]
A minha posição não é importante. É com enorme prazer que sirvo o Benfica. Se por vencer um jogo sair mais ou menos fortalecido, não é dessa forma que analiso o meu trabalho. O que conta é a forma como eu preparo, analiso os jogos e preparo a equipa.»
[Esta é uma derrota que dói tanto com as mais dolorosas ou dói um bocadinho menos porque por outro lado permite que a preparação da próxima época seja feita de forma um pouco mais normal?]
Não, não. A parte do normal já está posta de parte. Um bocadinho? Não há bocadinho nenhum, porque no mínimo temos de dar 15 dias a estes jogadores para conseguirem recuperar e depois vamos ter duas semanas e meia para preparar a Supertaça. O normal é fazer no mínimo quatro a cinco semanas [de pré-época] e isto já não é normal. Temos de ter capacidade para nos reinventarmos e perceber que este é um momento da época que é muito importante com a Supertaça, as eliminatórias da Liga dos Campeões e o início do campeonato. O Benfica tem de entrar a todo o gás nesse sentido.
Se dói um bocadinho menos? Não, não! Dói muito porque nós viemos com a mentalidade de fazer uma boa prestação. Passámos a primeira fase, perdemos com o Chelsea, uma equipa que venceu uma competição europeia e que terminou a Premier League no quarto lugar, mas não há derrotas fáceis de aceitar.
