Lage: «Com a expulsão ficou mais difícil»
«Carreras não jogou porque entendo que o Dahl está melhor»
«Há coisas que têm de mudar, umas de forma radical»
«Temos de dar, no mínimo, 15 dias aos jogadores para recuperarem»
«Não é por vencer um jogo que saio mais fortalecido»
«Não há qualquer problema com Renato Sanches, não iria colocar ninguém em risco»
Treinador do Benfica destacou a reação da equipa após o reatamento do jogo e considerou que o segundo golo do Chelsea acabou com o jogo. Dahl foi titular porque está melhor do que Carreras, explicou
Bruno Lage, treinador do Benfica, em declarações aos jornalistas após o jogo com o Chelsea para os oitavos de final do Mundial de Clubes:
[Parece que houve dois jogos neste. Concorda?]
«Por tudo o que conversámos na paragem e preparámos, acreditámos que podíamos chegar ao golo e conseguimos chegar. Sabíamos que o Chelsea ia encostar-se lá atrás e que tínhamos de procurar aquele tipo de movimentos. Ter gente aberta, procurar gente dentro da área e em tudo o que fosse cantos e livres procurar os movimentos do Nico. Foi num desses movimentos que conseguimos chegar ao empate.
Infelizmente, depois aconteceu algo que não controlamos. No início do prolongamento com a expulsão logo no primeiro minuto ficou mais difícil pela forma como o jogo decorreu, pelo horário e pela paragem prolongada. Mas mesmo a jogar com dez tivemos três ou quatro transições com perigo. Não conseguimos marcar, mas a partir do momento em que o Chelsea faz o golo ficou tudo mais difícil.
Na primeira parte em particular faltou-nos ter posses de bola mais prolongadas. Esse era o nosso objetivo. Ter um posicionamento muito semelhante, tendo a capacidade de fazer a bola correr de um corredor ao outro. Perdemos algumas bolas no meio, por vezes insistíamos no mesmo corredor com espaço no contrário e não o fizemos tão bem como com o Bayern Munique.»
[Motivos para as ausências de Álvaro Carreras e de Dahl]
«O Álvaro não jogou porque eu entendo que o Samuel está melhor do que o Álvaro. Tomo sempre as decisões assim e foi nesse sentido que fizemos este Mundial e que eu tomei sempre as minhas decisões ao longo da época: olhar sempre para o momento de cada jogador.
O Samuel, pelo jogo que fez com o Bayern Munique, mereceu claramente a minha confiança. Só um jogador comprometido como o Samuel poderia fazer o jogo que fez e ajudar enfrentando o jogador que tinha pela frente, que é um jovem de enorme qualidade.
Renato vem no mesmo sentido: da mesma forma que não usei o Tino no jogo com o Bayern. Não há qualquer problema com ele e também não havia com o Tino, mas havia risco. Disse ao longo deste Mundial que não iria colocar ninguém em risco.»
