Vieira preferia Jardim a Schmidt, mas pagava a cláusula de Amorim

6 jun, 22:12
Luís Filipe Vieira na TVI

Antigo presidente do Benfica comenta processo de escolha do novo treinador encarnado

Luís Filipe Vieira diz que, se ainda estivesse na presidência do Benfica, apostaria num treinador português.

Em entrevista à CMTV, o antigo líder encarnado admitiu que o seu eleito, neste momento, seria Leonardo Jardim, mas acrescentou depois que pagaria a cláusula de rescisão de Rúben Amorim.

«Eu contraria um português, mas isso vale o que vale. Ele lá sabe o motivo da sua decisão. Qual? Era o Leonardo Jardim. Seria a minha primeira escolha», começou por dizer, antes de falar de Amorim.

«Apresentam um projeto que não fazia sentido na cabeça dele. Ele estava dentro do Seixal e deveria ter falado comigo. Disseram-lhe como o Benfica trabalhava, e não fez sentido para ele. Ele falou com Pedro Mil-Homens e Pedro Marques. Disseram-lhe que o modelo era 70 por cento o Benfica e 30 por cento o treinador. E ele saiu. Fiquei chateado com ele, pois deveria ter-me telefonado. Ele sabia bem o que andávamos a falar, que ele tinha de ser treinador do Benfica. Nessa altura não era da equipa principal, mas chegaria lá. Se me perguntar… se fosse presidente do Benfica teria uma conversa séria e exercia cláusula dos 30 milhões e passado um ano estava pago. Segundo se consta, ele não quer sair do Sporting», acrescentou.

Vieira referiu ainda que se fosse o atual presidente das águias, Darwin Núñez só deixaria a Luz pelo preço da cláusula de rescisão: 150 milhões de euros.

«Criticaram-me por pagar tanto dinheiro por um gajo da segunda divisão. Quando foi o Félix, havia gente no Benfica que dizia que por 60 ou 70 milhões de euros era muito bem vendido. Saiu por 120 milhões de euros. Este [Darwin] só saía, no mínimo, pela cláusula. Não sairia por menos. O Benfica não deve vender Darwin, tem muitos outros para vender. O Darwin é imprescindível. Depois dos primeiros jogos que ele fez cá, tive uma conversa com o Jorge Mendes e ele disse-me para passar o documento o vender por 150 milhões. Eu queria convencer os empresários a aumentar a cláusula para 200 milhões de euros», disse.

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