Treinador falou na gestão do meio-campo depois da vitória do Benfica sobre o Tondela (3-0)
Bruno Lage voltou a apostar num 4x4x2 esta noite frente ao Tondela, juntando Ivanivic a Pavlidis na frente de ataque. No final do jogo, em conferência de imprensa, o treinador justificou as suas opções e falou ainda na quebra da segunda parte e na importância de Otamendi no balneário.
Foi a chegada de Ivanovic que o levou a apostar em dois pontas de lança ou foi o facto de ter um meio-campo mais musculado, com Ríos e Barrenechea que lhe deu mais liberdade para reforçar o ataque?
«Questão inteligente. É nós olharmos a cada momento e sentirmos os jogadores que temos à disposição. Eu hoje tive uma conversa muito interessante com os dois avançados porque eles têm de fazer um trabalho fantástico, quer a defender quer a atacar. Têm de se conhecer muito bem, para poderem combinar e jogar. Fizeram um jogo muito bom. Em tempos defensivos pouca coisa mudou, em termos ofensivos as dinâmicas são diferentes. O mais importante é em cada momento nós termos a capacidade de perceber a melhor estratégia e o melhor onze. Garantidamente não vamos jogar sempre em 4-4-2, garantidamente não vão jogar os sempre os dois juntos, mas quando jogarem têm de jogar e hoje foi mais um bom momento para se conhecerem».
A segunda parte teve menos dinâmica, o desafio passa por manter a qualidade ao longo dos 90 minutos?
«Vou reforçar o que disse. Nós antecipámos isto pela forma como preparámos o jogo e escolhemos o onze. Com o intervalo entre jogos que tivemos, a viagem enorme… Temos aproveitado todos os momentos para treinar os que não têm ritmo de jogo. Aproveitámos a manhã de quinta-feira para treinar no centro de treinos do Besiktas, com o facto de estarmos sempre a jogar temos de ter algum cuidado para não chegar a determinado jogo com os jogadores que não têm jogado cansados. A gestão tem sido essa. Alguns jogadores ainda estão a fazer a pré-época, mas nós temos de ter essa consciência. E acontece que quem tem menos ritmo de jogo não consiga ter uma recuperação tão forte para ter a capacidade para o prolongar mais. Temos objetivos muito claros no mês de agosto. Mais importante foi vencer. Marcámos três golos, não sofremos. Mais importante foi os três pontos. É continuar a trabalhar da forma como temos trabalhado».
Sobre a gestão do meio-campo, com Richard Ríos e Enzo Barrenechea sempre no onze.
«Até temos feito a gestão dos dois médios. O Ríos é o que joga mais porque vem com 90 minutos em cima, vem de uma época e hoje notou-se isso, foi o jogador que em termos físicos durou mais no tempo. O Enzo [Barrenechea] temos prolongado mais no tempoEscorpiao1974. Começou a fazer 60, hoje saiu mais por uma situação estratégica. No último jogo saiu quando senti o árbitro da partida com muita vontade de carregar a nossa equipa de amarelos. A gestão tem de ser feito a cada momento. O [João] Veloso veio connosco, ficou fora da convocatória. Que fique bem claro, é um miúdo com um enorme talento, não está esquecido. Temos um plano para todos os jogadores e acredito muito no Veloso, acredito mesmo muito. Por isso é que lhe dei oportunidade de fazer dois jogos a titular, em jogos-treino e estrear-se aqui contra o Fenerbahçe [na Eusébio Cup], porque sabia que ia dar boa resposta e pertencer ao plantel. Muito satisfeito com ele, não está esquecido. Está a trabalhar para quando chegar a altura dele também contribuir para a equipa».
Seis jogos sem sofre golos. Qual o papel de de Otamendi no crescimento de António Silva e Tomás Araújo?
«O Nico é muito importante. Não apenas na forma como defende a baliza, isso é um trabalho de equipa. Muito importante o trabalho dos dois avançados também a ajudar a fechar a baliza para a equipa estar coesa e compacta. Muito importante o trabalho dos dois guarda-redes para mantermos também a equipa sem sofrer golos. O Nico é um líder por natureza. Já vi quer o António [Silva] quer o Tomás [Araújo] a falar do Nico. Vai fazer 38 anos, é um exemplo, quer como homem, quer como atleta. Tenho um enorme orgulho em tê-lo como capitão. Sinto que cada vez mais uma grande proximidade da minha mensagem e da mensagem dele no sentido de ser líder e ajudar-me a passar a mensagem do que pretendo para a equipa».
