Médio norueguês diz-se feliz na Luz, analisa o quotidiano com José Mourinho, lança os dados para o dérbi com o Sporting e não esquece Gyökeres
A viver a quarta época pelo Benfica, Fredrik Aursnes analisou os três anos em Portugal e lançou os dados para o dérbi com o Sporting, agendado para esta sexta-feira (20h15). Em entrevista à Betano, o norueguês de 29 anos não puxa a si a responsabilidade de liderar, ainda que integre o lote de capitães às ordens de José Mourinho.
«Tento ser eu mesmo, ou seja, uma pessoa com quem é fácil conviver. Sou reservado. Não sou um grande motivador ou orador, mas tento liderar pelo bom exemplo que transmito. Gosto muito de jogar no Benfica e de morar em Lisboa. Claro que sinto saudades de casa, da convivência com a família e amigos, mas Portugal é um país subvalorizado e muito bonito.»
«Sporting? É um jogo especial, contra uma boa equipa. Daremos o melhor para ganhar. A história e os jogos anteriores não contam muito, mas ficou uma boa sensação da vitória na Supertaça. Vai ser um jogo duro e equilibrado. Não vai ser decisivo, nem vai mudar a forma como nos preparamos», começou por referir.
Apto para jogar como extremo, médio e até lateral, Aursnes comentou os primeiros meses às ordens de José Mourinho.
«Tem sido muito bom, é um treinador e uma pessoa que fez parte de toda a minha vida. Enquanto crescia, via-o na televisão, nos maiores palcos. É uma honra e tem sido muito bom trabalhar com ele. Sabe comunicar, é uma caraterística muito importante. Tem excelentes ideias e é muito honesto, todos apreciamos isso.»
«Tento desfrutar de todas as posições onde jogo e ter a mente aberta a respeito de onde jogo. Mas prefiro atuar no meio-campo. A minha melhor época no Benfica foi como extremo-esquerdo, mas não sou extremo de raiz», acrescentou.
Quanto ao final da carreira, o antigo internacional norueguês pondera encerrar a aventura na Luz.
«O contrato acaba daqui a 4 anos. É uma opção, não me importaria. Tenho vivenciado muitas coisas e tem sido uma montanha-russa. Têm sido três bons anos, com altos e baixos. Um pouco como a vida. Os adversários mais difíceis que defrontei foram o Bruma, no Sp. Braga, e o Gyökeres, no Sporting. O Gyökeres era incrível. Nos treinos “choco” com o Bah, quando jogo a extremo.»
«O campeonato português é mais desafiante do que o neerlandês, porque é mais duro. E as pessoas estão muito bem preparadas, existem bons treinadores e uma boa organização, para além de que os jogadores das outras equipas são muito bons», prosseguiu.
Por último, Aursnes esclareceu que nunca planeou alcançar o patamar do Benfica.
«Ser profissional foi algo que surgiu no caminho. Nunca tive a ambição de ser futebolista, queria apenas viver o momento e dar o meu melhor todos os dias», terminou, revelando que gosta de estar por casa nos tempos livres.
Ao cabo de 25 jogos em 2025/26, o “faz tudo” das águias leva dois golos e quatro assistências. Em quatro épocas, Aursnes conseguiu 25 assistências e 12 golos em 175 jogos pelo Benfica.