Bruno Lage recusou a ideia de que a ambição do presidente em passar o Natal em primeiro tenha colocado pressão na equipa e mostrou-se confiante numa época de sucesso para o clube
Depois de um ciclo fulgurante, sobretudo na Liga, com a chegada de Bruno Lage, o Benfica perdeu pontos na última jornada e atrasou-se na luta pelo título. Confrontado com a ambição do presidente de passar o Natal em primeiro lugar, o técnico dos encarnados rejeitou a ideia de que as palavras de Rui Costa tenham colocado pressão na equipa e mostrou-se confiante numa época de sucesso.
«[Os empates] não foram consequência das palavras do presidente. A ambição deste clube é enorme. Depois do jogo com o Mónaco, o desafio foi começar a olhar para a frente porque senti que podíamos conquistar o segundo lugar e chegar perto do primeiro. A pressão existe sempre, em particular quando somos treinadores do Benfica. A pressão é diária, de vencer todos os jogos e a exigência é máxima assim como a minha avaliação em todos os momentos», começou por referir, na antevisão ao jogo com o Nacional.
«Não posso ficar satisfeito com a segunda parte que fizemos [frente ao Aves SAD], mas sim com as cinco alterações que fizemos e com as oportunidades que criámos. Não fiquei satisfeito com a segunda parte, mas nada disso implica que o objetivo não seja alcançado. Queremos chegar ao fim em primeiro lugar. Ao dia de hoje, estamos melhores e dependemos apenas de nós para sermos campeões. Pela resposta que os jogadores dão, acredito que é com este plantel que o Benfica vai ser campeão nacional ou vencer títulos», acrescentou ainda.
Lage aproveitou ainda uma questão para recordar o trabalho nos últimos três meses e para apontar aspetos em que as águias têm de melhorar.
«Há momentos de jogo que ainda não controlamos como gostaríamos. Quando olho para os últimos três meses... reorganizámos a equipa, conhecemos a real posição de alguns jogadores, fomentámos um jogo ofensivo, com muitas oportunidades de golo. Temos uma média de quase três golos por jogo. São factos do que fizemos nos últimos três meses», sustentou.
«Mas temos de evoluir em alguns momentos de jogo e um deles é na forma como não controlamos o jogo em certos momentos com bola. Por vezes, recuperamos a bola e um ou dois toques depois, ficamos sem ela e somos obrigados a correr o que não queríamos, o que traz maior desgaste. A evolução destes momentos procura-se no treino, com tempo de treino. É repetir e fazer acreditar os jogadores que podem evoluir», disse.