Mourinho: «Ninguém me pode convencer de que estamos fora»

David Marques , Estádio da Luz, Lisboa
5 nov, 23:27

Treinador do Benfica não atira a toalha ao chão e conta somar seis pontos nos próximos dois jogos para reentrar na luta pelo play-off

José Mourinho, treinador do Benfica, em declarações aos jornalistas após a derrota com o Bayer Leverkusen na Luz:

Mais um revés na Champions. É altura de só pensar nas competições domésticas?

«Sou mais otimista. Ninguém me vai convencer de que estamos fora. A matemática é muito objetiva: há 12 pontos por jogar e são necessários à volta de nove. A matemática diz-me que é possível, mas não só a matemática.

Este jogo convence-me de que podemos ganhar os pontos que nos faltam para nos podermos qualificar. Acho que é um jogo muito forte e muito convincente. Obviamente que terei uma visão diferente da vossa e possivelmente das pessoas que estiveram no estádio ou viram o jogo em casa, mas eu tenho de ver o jogo em todas as perspetivas. A perspetiva mais óbvia e lógica é o resultado e perdemos. Mas também tenho de ver a maneira como a equipa jogou, como defendeu e como construiu. A facilidade com que está a construir a partir de trás, a confiança e a qualidade no jogo, com muitíssimas oportunidades de golo criadas. Em condições normais hoje faríamos um golo e ganhávamos. Não havia história. Tenho a matemática do meu lado e a convicção pela evolução da equipa. A equipa está a jogar cada vez melhor.

Ninguém me pode convencer de que estamos fora. Não posso dizer que nos vamos qualificar, porque seria vender um bocadinho a banha da cobra, o que não faço. Mas recuso-me a aceitar que estamos fora. Temos possibilidades e a evolução da equipa, maneira como a equipa está a jogar e a construir, não há nada que me convença que não podemos ainda lutar. Temos dois jogos até ao fim do ano civil – Ajax e Nápoles. Se ganharmos estes dois jogos, estamos completamente na luta nos últimos dois jogos.

Hoje, uma equipa que não criou nada, que não arriscou nada e que foi completamente dominada, tem ainda assim alguns argumentos para jogar contra nós. Uma equipa que dominámos no jogo todo, a meio da segunda parte mete o Patrik Schick, que é um jogador com uma estrutura física importante. […] Temos de tentar ser otimistas pensando no que de bom fizemos neste jogo, que foi tudo menos o mais importante, que era ganhar o jogo.»

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