Lukebakio vai jogar de início frente ao Chelsea, em Stamford Bridge
José Mourinho revelou, em conferência de imprensa, que Dodi Lukebakio vai ser titular frente ao Chelsea, na terça-feira. O treinador do Benfica também lamentou a derrota com o Qarabag e refletiu sobre o novo formato da Liga dos Campeões.
Lukebakio tem gasolina para ser titular
«Ele vai jogar de início. Não sei quanto tempo, no outro dia foram 60 e poucos minutos. Veremos a intensidade do jogo, o que o jogo lhe pede e a maneira como se vai adaptar a um ritmo diferente. Prefiro que ele comece do que guardá-lo para 30 minutos quando ele pode jogar mais do que 30. Vamos metê-lo em jogo e logo se vê o tempo que vai durar.»
Que tipo de jogo espera
«Mais do que os primeiros minutos, estou à espera de duas equipas que querem ganhar. Não acredito que o Chelsea jogue para outra coisa. Jogam em casa, perderam o primeiro jogo e nós, por uma questão de cultura de clube e pela identidade que quero dar progressivamente à equipa, não haverá estádio ou adversário que nos faça pensar de outra maneira. Obviamente, temos de defender bem para ganhar o jogo. Mas o objetivo sob o ponto de vista emocional e tático é tentar ganhar o jogo. Eles perderam em Munique num calendário muito mais acessível do que o nosso. O nosso calendário é muito mais complicado. Os pontos que perdemos eram pontos que se pensava que iríamos somar. Vamos ter de ir à caça de pontos em todos os sete jogos. É mais difícil o Chelsea em Stamford Bridge, o Real Madrid na Luz ou o Newcastle em Newcastle? Não consigo dizer qual é o mais difícil ou onde há mais possibilidade de sacar os pontos. Temos de ir atrás deles amanhã.»
Dimensão europeia do Benfica
«Ter dimensão europeia não significa pensar em ganhar a competição europeia no imediato. Estamos tão longe disso, até porque a competição acabou de começar e pensar nisso até nos faz mal. Cada ponto é fundamental, é um formato em que temos pouca experiência. Conheço o formato porque no ano passado joguei Liga Europa, mas é um bocadinho estranho. Estás numa classificação com tantas equipas com quem não jogas contra…. Olhando para o calendário do Benfica, os pontos com o Qarabag serviriam de base de construção e, depois, um ponto aqui e três ali chegariam para a qualificação. Estamos numa situação mais complicada, mas temos de partir para cada jogo com a intenção de os conseguir.»
É mais difícil um clube português ser campeão europeu do que em 2004?
«Na primeira vez em que joguei Champions como assistente de Bobby Robson ainda era aquele formato onde o “knock out” era o início, depois era a fase de grupos a quatro, depois meias-finais a uma mão no campo daquele que tivesse acabado em primeiro lugar no grupo. Nessas meias-finais foi Barcelona-FC Porto e Milan-Mónaco a uma só mão. Passámos para outro formato, depois para outro e agora este. Quando fui campeão europeu pela primeira vez, foi o formato que durou mais tempo, com grupos de quatro, depois passava-se aos oitavos, quartos… depois houve uma equipa por país, começaram a alargar para dar de comer a mais gente e a federações mais importantes. Agora, estamos num formato que ainda estou a aprender a conhecer. Mas percebo a pergunta. Há tanto tubarão a nível económico que cada vez mais se torna difícil para as equipas portuguesas. O Benfica é um gigante, equiparo, a nível histórico e social, aos maiores clubes da Europa, muito maior do que clubes que economicamente são muito mais fortes do que o Benfica. Uma coisa é a história e dimensão social do clube, a sua cultura, outra coisa é o poderio económico. E há clubes muito poderosos no futebol europeu. Mas nós podemos competir com eles num jogo. Se assinava o empate? Não assino nada. Vamos jogar, vamos divertir-nos, vamos competir e vamos tentar ganhar.»
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