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Mourinho e o regresso a Londres: «Não senti muita coisa, agora sou vermelho»

29 set 2025, 19:16

Treinador do Benfica enaltece reconhecimento que o Chelsea lhe dá, mas encara com naturalidade o jogo em Stamford Bridge

José Mourinho não escondeu a satisfação por ver que o Chelsea reconhece os seus feitos no clube, mas também assumiu que está a viver com naturalidade este regresso a Stamford Bridge. O treinador do Benfica, na antevisão ao jogo da Liga dos Campeões, lembrou que já defrontou os londrinos noutras ocasiões.

Regresso a Londres e sala de imprensa com fotografias de momentos em que conquistou títulos

«Sinto-me em casa [no Chelsea], mas já joguei aqui com o Tottenham, com o Manchester United e com o Inter na Champions. Durante 90 minutos nem eu pensei por um segundo onde estava ou com quem estava a jogar. Como eles dizem, “I’m not a blue anymore”. Sou vermelho e quero ganhar.»

«As sensações não foram assim tão profundas, porque vivo mesmo aqui. Quando estou em Londres, passo aqui quase todos os dias. Por isso, não senti assim muita coisa. Conheço-me bem, joguei muitas vezes contra antigas equipas, já vim aqui com três clubes diferentes, é um estádio onde não sentirei nenhum tipo de antagonismo, penso eu. Também não me faria mal nenhum. Mas temos objetivos diferentes, eu consigo isolar-me desse contexto.»

Coração ainda é azul

«Sempre serei um “blue”. Faço parte da história do Chelsea e o Chelsea é parte da minha história. Ajudei o Chelsea a ser um clube maior e eles também me ajudaram a ser um treinador maior. Quando digo que já não sou “blue”, espero que me entendam.  Estou a falar do trabalho que tenho de fazer amanhã. Quanto a estas fotografias, não há muitos clubes que façam isto. Em muitos clubes, parece que há medo do que aconteceu no passado e há uma transformação contínua, querem apagar quem fez história nos clubes. Isto mostra que o Chelsea é um grande clube.»

Sobre o momento atual do Chelsea

«O Chelsea é uma máquina vencedora. Nos últimos anos não tem conquistado tantos troféus, mas o Chelsea ganhou antes de mim, depois começámos a ganhar, continuámos a ganhar, depois houve uma transformação com novas equipas e troféus, entre os quais troféus europeus, e o maior de todos, que é a Liga dos Campeões. O Chelsea é uma máquina vencedora. Sou o maior, até alguém ganhar quatro [Premier League]. É um fait-diver.»

Disse que era o «special one» quando chegou…

Eu não disse isso. Eu disse "sou um special one".

Espera voltar a treinar o Chelsea no futuro?

«Nunca se sabe. Depois de 25 anos esperava voltar a Portugal para a Seleção e não para o Benfica. E agora aqui estou de volta no Benfica. Não tenho projetos de carreira. Não tento pensar no que pode acontecer. O importante é dares tudo onde queres que esteja, deixas clubes, como normalmente faço, sem uma palavra, fechas o capítulo. Sem mais palavras. E pensas no seguinte. Há um mês saí do Fenerbahçe sem dizer uma palavra e agora estou no Benfica e estou muito feliz. É uma grande responsabilidade. São muitos anos de idade e de futebol. O Benfica é um clube gigante. A responsabilidade também é gigante, por várias razões. Algumas guardo para mim. Mas treinar o Benfica é uma grande responsabilidade. Até ao início do jogo será o meu Chelsea, mas durante o jogo é o meu Benfica que interessa.»

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