Ex-diretor de comunicação do Benfica, confessa ter sido aliciado para avançar com uma candidatura e diz que Mourinho foi «escudo protetor» de Rui Costa para a reeleição
João Gabriel, diretor de comunicação do Benfica entre 2008 e 2016, não fechou a porta a uma eventual candidatura à presidência do clube encarnado em eleições futuras e assumiu que foi aliciado para avançar no último ato eleitoral que teve seis candidatos.
«Nunca pensei, até porque a minha situação pessoal não o permitiria mesmo que eu tivesse essa ambição. E não tenho. Mas fui abordado por várias pessoas tentando incentivar-me a apresentar-me. Já havia candidatos a mais para esta eleição e alternativas suficientes. Daqui a quatro anos não desejo ser candidato, mas não excluo», afirmou em declarações ao podcast Final Cut, da agência Sports Tailors.
Num episódio que vai para o ar nesta segunda-feira à noite, o consultor de comunicação e antigo assessor da Presidência da República nos mandatos de Jorge Sampaio, que Luís Filipe Vieira chegou a dizer que ia regressar com ele ao Benfica caso vencesse as últimas eleições, analisou também o sufrágio que reelegeu Rui Costa para mais quatro anos na liderança dos encarnados.
«Mourinho foi um escudo protetor de Rui Costa nestas eleições. Se Mourinho não tivesse entrado, podia ganhar, mas não creio que ganhasse com a votação que ganhou», apontou, recordando ainda o legado de Vieira nas quase duas décadas de presidência do clube. Vieira é uma marca fortíssima. Toda a gente sabe o que é que ele fez no Benfica. O Benfica não nasce com o Vieira, mas, do meu ponto de vista, renasce com o Vieira. Por isso, custa-me que sócios com 30, 25 ou 30 e poucos anos, que desconhecem em absoluto o que era o Benfica em 2003 quando Vieira chega à presidência do clube, falem do vieirismo de uma maneira depreciativa.»