Di María: «Benfica foi tudo para mim, abriu-me as portas quando eu não era ninguém»

4 out 2025, 00:17
Di María em lágrimas no último jogo pelo Benfica (Marcio Machado/Eurasia Sport Images/Getty Images)

Argentino que deixou este ano os encarnados recordou as passagens nos clubes europeus

Ángel Di María ainda brilha pela Argentina com as cores do Rosario Central. Ainda assim, o extremo de 37 anos já dá entrevistas com tom de fecho de carreira. Numa conversa com a Dsports, o argentino recordou as passagens pelos clubes europeus.

Falou do «sonho» de representar um clube como o Real Madrid e comentou ainda o entusiasmo de partilhar o balneário com tantos craques no Manchester United e no PSG.

Quanto ao Benfica, Di María deixou bem claro uma ideia: o clube encarnado tem um lugar especial no coração. «O Benfica foi tudo para mim», começou por referir.

«Graças a Deus estive nos melhores clubes dos países, abriu-me as portas da Europa quando eu não era ninguém e só tinha 36 jogos no Rosario Central. Fui levado aos poucos, explodi no terceiro ano, é uma cidade parecida com a de Rosario, a adaptação foi muito boa», acrescentou.

O argentino comentou ainda o desejo de regressar ao Rosario Central um ano antes. No entanto, as ameaças constantes, como admite, atrasaram o regresso durante mais um ano.

«A minha cabeça estava sempre voltada para voltar, não vou mentir que houve um momento em que pensei que não fosse possível. Como a minha mulher está sempre ao meu lado, acabou por acontecer. Hoje não tenho palavras, estou grato e feliz por entrar em campo com os meus filhos, porque a minha mãe pode ver-me», atirou.

Di María partilha ainda que pensou em retirar-se. O desejo era apenas regressar a Rosario, mesmo que isso implicasse pôr um ponto final na carreira recheada. Porém, foi o desejo da filha quem falou mais alto.

«Quem está de fora não vê, pensam que a gente diz 'não volto, pronto'. A minha família e eu passámos dois ou três meses horríveis, durante a Copa América, e eu pensava ‘por que não posso voltar para o Central?’. A minha filha chorava, porque queria voltar, e nós dizíamos que não podíamos. Eu disse-lhe ‘filha, se eu não puder voltar a jogar, vou me reformar e voltaremos a morar em Rosario’. Mas ela queria-me ver jogar. No fim, tudo deu certo», reforçou. 

Recordou ainda como foi a partilha da notícia com a família. O regresso ao Rosario Central era um segredo guardado apenas entre os mais próximos. Quando a notícia foi divulgada, houve lágrimas entre os familiares do jogador. 

«Eles [família] ficaram tão felizes que começaram a chorar. Eu disse-lhes: ‘Eu renasci e assinei o meu primeiro contrato’. Tive a sensação de estar onde eu queria estar. Estar aqui hoje é magnífico», concluiu.

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