Lage interrompe três vezes jornalista que chama Rui Costa ao presidente do Benfica

27 set 2024, 14:26
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«Não me leve a mal, mas é presidente!», atirou o treinador do Benfica

- (...) Rui Costa esta semana disse que...

- Presidente.

- Disse que podia ter sido o Bruno Lage a construir este plantel. Pergunto-lhe se concorda com Rui Costa e se...

- Presidente! Não me leve a mal, mas é presidente...

- Pergunto-lhe se concorda com Rui Costa e se esse plantel...

- Presidente!

Quando chegou ao Benfica, Bruno Lage assumiu que a única coisa que tinha mudado na relação que mantinha com Rui Costa era o facto de tratá-lo agora, após regressar ao clube da Luz, por presidente.

Na conferência de imprensa de antevisão ao próximo jogo das águias, o treinador de 48 anos protagonizou uma animada troca de bolas com um jornalista que optou por referir-se ao presidente do Benfica pelo seu nome. A cada «Rui Costa», Lage devolvia com a palavra «presidente», impossível de dissociar de uma recente entrevista de Luís Filipe Vieira, que disse que havia gente no Benfica que não tratava Rui Costa por presidente.

Depois de várias interrupções, a pergunta foi, finalmente, terminada e Lage lá respondeu às declarações de Rui Costa, presidente do Benfica, em declarações à BTV.

«Tenho uma relação de largos anos com o presidente, quer como diretor da formação, quer como diretor desportivo e agora como presidente. Se há pessoa que sabe como eu gosto de ter o plantel, é ele», introduziu, parecendo concordar com a observação feita há dias por Rui Costa.

«Gosto de ter o plantel assim em termos estruturais: três guarda-redes, dois jogadores competitivos por cada posição, porque tem de haver competição entre eles: quero sempre toda a gente pronta e ninguém a ficar a viver do que vai fazendo, mas sim a contribuir diariamente para o crescimento da equipa. E três avançados com perfis diferentes, como temos. Um mais de ligação, outro com forte ataque à profundidade e um jogador mais de área que saiba jogar com cruzamentos e esse tipo de espaços. Essa base fica logo por terra. Gosto de trabalhar com um plantel assim», acrescentou.

O treinador do Benfica foi questionado se tinha ao dispor dele o plantel mais apetrechado de Portugal. Optou por ser cauteloso, lembrando que alguns jogadores ainda estão a adaptar-se a um país, cultura e forma de treinar e jogar novas. «Cabe a mim saber retirar o melhor de cada um e ajudá-los a crescer individual e coletivamente. (...) Acredito que temos capacidade para continuar a crescer e a ser uma equipa competitiva. Foi essa a nossa ambição desde o primeiro dia: olhar para a equipa, fazê-la crescer e ser competitiva. Temos de continuar o nosso caminho: não podemos olhar para nada. A nossa ambição e compromisso é com o que temos de fazer. Começar com passos seguros e depois poder dar outro tipo de passos. Para já, o nosso compromisso tem de ser com o que controlamos a cada momento», apontou.

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